19 de dezembro de 2025


 VASCO x CORINTHIANS, UM GRANDE CLÁSSICO DO FUTEBOL BRASILEIRO

O Corinthians presta homenagem ao Vasco na primeira estrofe do seu hino: ao se autodeclarar “o campeão dos campeões” refere-se ao Troféu APEA, levantado em 1930, no duelo entre o campeão do Rio de Janeiro e o de São Paulo [o clube de São Januário ganharia em 1935]. Dos grandes cariocas, o Vasco é o único de origem popular – os demais surgiram da elite e carregam a mancha do racismo. Na capital paulista, o Corinthians também nasceu fundado por operários. 

Além do mais, é o único clássico do futebol brasileiro que decidiu um Mundial de Clubes da FIFA, em 2000. Havia equilíbrio até 2001, com o mesmo número de vitórias para ambos. Porém, a partir de 2002, em 51 jogos o Corinthians disparou ganhando 25 contra apenas quatro, e 22 empates. Ou seja, em 23 anos, abriu a vantagem de 21 jogos. No total – do primeiro (Vasco 2x1, em 1926) ao último (0x0, em 2025) – foram 130 confrontos, com 57 vitórias dos paulistas, 36 vascaínas e 37 empates.

Os jogos entre Vasco e Corinthians costumam arrastar grandes públicos, especialmente no Maracanã. A rivalidade aumentou a partir de 1980, quando o presidente do Flamengo Marcio Braga, por despeito a Eurico Miranda, que passou a perna nele ao repatriar Roberto Dinamite do Barcelona, resolveu inventar (com apoio da TV Globo) a Fla-Fiel – fazendo crescer a violência entre as torcidas a partir de um sistema de alianças. Brigaram muitas vezes, com mortes, porque a Força Jovem e a Gaviões da Fiel tornaram-se “inimigas”.

Em 1971, para o Corinthians 1x0 Vasco, no Parque Antarctica, reuniu-se uma das maiores caravanas, com dezenas de automóveis e “mais de cem ônibus” como relatou o Diário de Notícias: “Na saída, lotavam a Avenida Rio Branco, do Edificio Cineac à Praça Mauá”. Os corintianos resolveram brigar dentro e fora do estádio – porém, bem diferente da violência mortal a partir da década de 1990 – neste que foi o maior combate entre torcidas de estados diferentes até então (na época, as organizadas cariocas conviviam em paz). 

ARBITRAGENS 

Segundo periódicos, na final de 1930 o Corinthians foi beneficiado pela arbitragem paulista para triunfar por 3x2. Nada tão familiar... Nos últimos anos, a mesma história se repetiu com frequência, causando graves danos ao Vasco. Exemplos: no segundo tempo da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2000, o juiz holandês Dick Jol aceitou a indicação do bandeirinha e deu um impedimento de Edmundo, que estava em condição regular e avançava cara a cara com o goleiro. Não existia VAR, terminou 0x0 e o título foi pelos ares. 

Na semifinal da Copa do Brasil de 2009, mais uma vez o juiz teve influência no destino. No caso, Heber Roberto Lopes (PR), que no jogo de ida, no Maracanã, ignorou um pênalti escandaloso em Helton. Mais um empate, no Pacaembu, e o Corinthians seguiu adiante. Em 2011, chegou ao titulo brasileiro um ponto na frente do Vasco na tabela de classificação graças aos dois jogos (0x0 e 1x1) em que o time da Colina foi brutalmente prejudicado contra o Flamengo do juiz Péricles Bassols (RJ).

Na Copa Libertadores de 2012, o Corinthians voltou a receber ajuda, quando Sandro Meira Ricci (RS) anulou um gol de Alexsandro alegando um impedimento que não existia. Enfim, favorecer o rival havia se tornado uma coisa normal, corriqueira. Em 2017, foi a vez de Elmo Resende da Cunha (GO) dar um gol de mão de Jô (derrota de 1x0). 


Alguns jogos:

Vasco 2x1 - O primeiro confronto foi um amistoso a 14 de março de 1926, no campo da Rua Paysandu, do Flamengo, por 10% da renda e taxas. São Januário estava em construção e o Maracanã não existia nem em sonho.  

Vasco 3x1 – Graças a esta vitória na semifinal, no Maracanã, o time cruzmaltino se credenciou para jogar a decisão do Torneio Rivadavia Correa Meyer de 1953 – uma nova versão da então falida Copa Rio – contra o São Paulo. 

Vasco 1x0 – Com 68.725 pagantes no Maracanã, era a final antecipada do Rio-São Paulo de 1953. Porém, na última rodada, o Vasco – um ponto na frente – perdeu para o Santos e assim o Corinthians se sagraria campeão. Neste jogo aconteceu a primeira grande caravana. Jornal dos Sports: “Invasão corintiana”  cinco mil carros já passaram na barreira interestadual e ônibus farão o mesmo de madrugada. O pau cantou em brigas. O corintianos se vingaram no mês seguinte, atacando os vascaínos na estrada após o jogo com o Santos, no Pacaembu. 

Vasco 5x2 – O retorno de Roberto Dinamite, após passagem no Barcelona, é apoteótico: faz cinco gols, diante de 107.474 pagantes. Surge a “Fla-Fiel” — na preliminar, Flamengo 3x0 Bangu. O Jornal dos Sports destaca o convívio em paz das três maiores torcidas do Brasil na época. O primeiro coro é “Roberto!”. No segundo gol, “frangueiro” para Jairo. No terceiro, João de Deus joga as calças para cima e é preso por atentado ao pudor. Noite de paz, mas, na dúvida, o placar explica: “O torcedor adversário não é seu inimigo. Ele apenas gosta de outro clube”. No quinto, os rubro-negros tinham ido embora. Dinamite jogou sua camisa para a geral, dois fãs a agarraram e coube a um PM indicar o dono. 

Corinthians 4x3 (0x0) – No mais importante jogo entre clubes brasileiros, o Vasco perde a final do I Mundial de Clubes da FIFA nos pênaltis, após o rival segurar o empate. O Corinthians chegou à decisão, no Maracanã, com um gol ilegal contra o Raja Casablanca. Deveria ser Vasco x Real Madrid. Contra os vascaínos, outro mistério: aos 34min do segundo tempo, Edmundo recebeu livre, prestes a fazer, talvez, o gol do título, Dida saiu desesperado quando o juiz holandês seguiu o bandeira uruguaio Fernando Cresci e marcou impedimento que, absolutamente, não houve.


FUTEBOL CARIOCA AINDA SEM MUNDIAL

Por 44 anos a TV Globo espalhou que o Flamengo foi campeão mundial em 1981 quando na realidade foi campeão intercontinental. Uma pressão tão intensa e duradoura que fez com que todo flamenguista – e até torcedores de outros clubes – acreditasse nesta fantasia. O clube também levou o negócio a sério, instalando uma estrela dourada sobre o escudo pela conquista fake, porque Mundial de Clubes da FIFA, oficialmente, começou em 2000. Qualquer “mundial” anterior é invencionice, não reconhecido pela entidade máxima do futebol. 

O primeiro carioca a disputar um Mundial foi o Vasco, em 2000, derrotado na final pelo Corinthians. O Flamengo tentou quatro vezes: vice em 2019 para o Liverpool e em 2025 para o Paris Saint-Germain, terceiro em 2022 e eliminado nas oitavas na Copa do Mundo deste ano. O Fluminense foi vice em 2023, derrotado pelo Manchester City e semifinalista da Copa. Já o Botafogo caiu nas quartas no Mundial de Clubes de 2024, e foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal da Copa do Mundo-25. 

A FIFA organizou o Mundial de Clubes de 2000 como um modelo (antes, se limitava ao confronto América do Sul x Europa), dando continuidade a ele em 2005 após quatro anos de hiato. Em 2025, foi realizada pela primeira vez uma Copa do Mundo de Clubes – Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras representaram o Brasil – que irá ser disputada de quatro em quatro anos (a próxima em 2029), além do anual “Mundial de Clubes”, que passou a ser oficialmente denominado “Copa Intercontinental”. 

Lista de todos os campeões mundiais: 

2000 – Corinthians

2005 - São Paulo

2006 – Internacional

2007 – Milan

2008 - Manchester United

2009 – Barcelona

2010 – Internazionale

2011 – Barcelona

2012 – Corinthians

2013 - Bayern de Munique

2014 - Real Madrid

2015 – Barcelona

2016 - Real Madrid

2017 - Real Madrid

2018 - Real Madrid

2019 – Liverpool

2020 - Bayern de Munique

2021 – Chelsea

2022 - Real Madrid

2023 - Manchester City

2024 - Real Madrid

2025 - Chelsea (Copa do Mundo)

2025 - PSG (Copa Intercontinental)

FLAPRESS NUNCA PERDE SEU VENENO

Surgida na década de 1930 com a missão primordial de combater o Vasco, a FlaPress está venenosa porque a presença do Vasco no Maracanã e a chance de ser campeão de uma competição nacional a perturba. Não?! Bastou o time se classificar para a final da Copa do Brasil que o site de O Globo anuncia: Robert Renan prefere enfrentar o Corinthians em São Januário. O Lance fez o mesmo com Rayan. A suposta pergunta feita aos jogadores tenta naturalizar o absurdo, ao sugerir que a grande final, entre dois clubes de massa, tivesse 19.000 espectadores num estádio pequeno isso é desejar o mal dos vascaínos. 

Os coirmãos da zona sul Fla-Flu se favoreceram da licitação decidida de véspera para usurpar o Maracanã e causar danos ao Vasco. A exclusão de um clube da zona norte de raízes populares da maior praça esportiva da cidade, em 2024, é só mais um capítulo de uma longa historia de ações elitistas naturalizadas na FlaPress.   

“Lugar de vascaíno é em São Januário”. Com este jargão, o tricolor e radialista Deni Menezes, então repórter da Rádio Globo, induziu mais de uma geração de vascaínos a crer que o velho estádio era o “único” legítimo, raiz, afinal o mesmo jamais teve a preocupação de ampliar o jargão: “Lugar de vascaíno é no Maracanã ou qualquer estádio”... 

No final da década de 1980 e início dos anos 90, o público sumiu do Maracanã, obrigando os times a atuarem em estádios menores: o Flamengo na Gávea, o Fluminense em Laranjeiras e o Botafogo no Caio Martins, em Niterói. Quando houve um retorno gradual ao templo – mesmo com jogos deficitários – o Vasco de Eurico Miranda resolveu ficar em São Januário, transformando-o no palco dos melhores jogos. talvez, o maior erro do ex-presidente.


 FLU TREMEU COMO UM FORASTEIRO

Da privatização do novo Maracanã, em 2013, e especialmente com a licitação fraudulenta de 2024, os torcedores do Fluminense passaram a se julgar os donos do pedaço – num estádio público – especialmente a nova geração. Os atletas também. Daí que, ao se depararam com o Vasco e sua massa de apaixonados em dois jogos na Copa do Brasil, tomaram um choque de realidade – no primeiro, 45 mil vascaínos e 20 mil tricolores (com o mando); no outro, 40 mil vascaínos e 25 mil tricolores (sem o mando). 

Deve ter sido assustador estar em “casa” [sic], mas fisicamente limitados em sua maioria à parte atrás do gol, tendo de engolir o “visitante” duas vezes jogando melhor e com uma torcida bem mais numerosa, barulhenta e festeira. Os antigos estão habituados porque desde sempre é assim, não os mais novos, anestesiados por conquistas recentes. Enfim, tremeram todos. Intimidados. Ou insultados, tanto que os players perderam a linha no início – Xavier deu um pontapé em Andrés Sánchez (era para ser expulso) – e no fim – queriam briga. 

No primeiro confronto (2x1), a torcida do Vasco ia expor no centro do gramado uma faixa com a inscrição “Eu tive que lutar contra o seu racismo”, mas esta foi proibida pela administração do Maracanã (Fla-Flu) porque, para o rival, seria uma provocação “ofensiva”, mesmo que reflita a mais pura verdade – no segundo jogo, a faixa foi vista no meio da massa. 

Soberbos, os fidalgos não acham provocação ou desrespeito aos vascaínos 1) tomarem um estádio público em licitação decidida na véspera por um governador, hoje, na mira da polícia, o flamenguista doente Claudio Castro; ou 2) terem expulsado do lado direito da tribuna da “arena” (2013) depois de 63 anos a torcida maior (Vasco) para favorecer a menor (Fluminense). 

Quem considera justo os coirmãos Flamengo e Fluminense ganharem de presente o Maracanã para lucrar e chamar de seu; o Botafogo ganhar de bandeja o Engenhão da prefeitura para lucrar e chamar de seu; e o Vasco receber um saco de bolas de gude é, sem dúvida, tremendamente mau caráter... Porque futebol é futebol; sacanagem é sacanagem.

17 de dezembro de 2025


ORRA, MEU... O DIA EM QUE SERGINHO NITERÓI ENFURECEU O PACAEMBU

Alguns da Força Jovem carregam o status de herói pela ousadia, e este é o caso de Serginho Niterói. No Corinthians 0x0 (4x3, nos pênaltis) Vasco, em 1988, com o Pacaembu superlotado, antes de a bola rolar uma bandeira da Gaviões da Fiel foi fincada no centro do gramado, Serginho pulou o alambrado e atravessou meio campo até chegar até ela, a retirou do chão e voltou segurando-a, na velocidade máxima. Uma ação tão inesperada que custaram a entender. No rabo do olho notou na cola policiais, seguranças, gandulas e corintianos. Ouvia gritos, latidos, apitos – pareciam estar bem irritados – e, ao iniciar a escalada para o outro lado, foi agarrado. 

“Viajei no ônibus número um, cercado de lendas: Mula Manca, os Metralha, André, Jorge, Pança, Rogério Manteiga, Marcelo He-Man, Roberto Monteiro, Marcondes, Arlindo, Girafa, Japão, Assis Negão, Fusca, Foca...”, comenta Serginho Niterói, que viajava pela primeira vez. Uma aventura digna de filme de ação: “Os caras fazendo a festa, cinquenta mil pessoas, de repente pulou um da Gaviões com a bandeira e ficou tremulando, fincou ela, voltou correndo para a torcida e os caras vibrando. Encontrei o Metralha e o Japão, disse a eles que iria pegar e nem me deram confiança”.

Hoje taxista em Niterói, Serginho tinha 19 anos, vestia a camisa da Força Jovem (ao invadir ela ficou dentro da cueca), bermuda preta, três cordões de prata (estava na moda) e uma touca. No “tobogã” havia três mil vascaínos, mas a caravana da Força Jovem contava com dois ônibus. “Joguei a bandeira pra torcida e fui pular de volta, só que tinham seis PMs me esperando”. Acabou sendo conduzido à delegacia do Pacaembu, atrás do gol do lado oposto ao tobogã. “A torcida me hostilizando, que eu ia morrer, que tinha desonrado o Timão, os policiais falando que iam juntar a gente, iam me deixar sozinho e eu, doidão, dizia pelo amor de Deus me levem daqui”.

Instalado numa cela minúscula, o pior estava por vir: “Surgiu um cara entrando na porrada, ria, encostaram ele na parede, o cara tomando cassetete nas costelas e mesmo assim olhou pra mim e falou: Vou te matar! Aí jogaram ele na minha cela, simplesmente era um grande da Gaviões que tinha ficado cego de um olho em São Januário: Carioca FDP, eu vou comer seus olhos!”. Dois policiais conseguiram separar a briga. Dez minutos depois Rogério Alves, dinossauro da Força Jovem e advogado do Vasco, foi salvar Serginho Niterói a mando de Eurico Miranda.

“O cara ficou esbravejando e fui embora com o advogado, ele de terno e eu de bermuda e sem camisa, por dentro do gramado até a Força Jovem, de ponta a ponta. Fui reconhecido : ‘Ê-ê-ê-ê, está chegando a hora\O carioca vai morrer’. Pensei que eles fossem pular, dar ruim... Na frente da Força Jovem eu tirei a camisa da cueca, a sacudi, pulei o alambrado de volta e nego começou a cantar: Força Jovem-ê-ê-ê-ê-ê\É a Força Jovem, ê-ê-ê\Dá porrada na Jovem e na Fiel, Força Jovem é cruel-el-el”.

Foi o presidente Ely Mendes quem apelou a Eurico: “Coitado, era coroa, né? Meu filho você é maluco, blá-blá-blá, pode pedir o que quiser no bar”, diverte-se Serginho Niterói. O gramado, por sorte, não foi invadido, lembra Japão: “Os caras nos apedrejavam daquele terreno baldio, tinha gente caindo, e de repente a PM jogou gás de pimenta! Demos sorte. A partir dali passaram a nos respeitar mais ainda”.

A Força Jovem – com palmeirenses infiltrados – já tinha botado a Gaviões da Fiel para correr na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao Pacaembu. “Muita gente de camisa preta, nós éramos uns 150,  de repente um nosso foi pra dentro, na bilheteria, saímos pegando geral de porrada, aí chegou a polícia e nos botou dentro do estádio. Com dois ônibus brincamos legal”, se orgulha Pança.

15 de dezembro de 2025

                                                         

O TIME DA VIRADA E DO AMOR

Na semifinal da Copa do Brasil de 2025, contra o velho freguês Fluminense, o Vasco conseguiu virar duas vezes o placar: no primeiro confronto, de 0x1 para 2x1 no segundo tempo, gols de Rayan (FOTO) e Vegetti. No segundo jogo, decisão por pênaltis, de 0x1 (Vegetti perdeu sua cobrança) para 4x3. Parece que eles tremeram outra vez. 


Certa vez um locutor do canal SporTV\première, num jogo do Atlético-MG, destacou que a torcida do Galo entoava uma canção de incentivo na qual era o “time da virada, o time do amor”. Disse ele que várias torcidas adotam esta canção, sem conseguir explicar que a origem é uma estrofe do samba-enredo A Criação do Mundo na Tradição Nagô, da Beija Flor, campeã de Carnaval de 1978, adaptado pela Torcida Organizada do Vasco (TOV) na noite de 29 de maio de 1988, quando Vivinho e Bismarck marcaram os gols do 2x1 sobre o Fluminense nos últimos minutos, valendo o título da Taça Rio (returno do Campeonato Carioca).

A versão é do vascaíno Henrique, morador de Nova Iguaçu, e remete aos anos 20, quando o time costumava ganhar seus jogos no segundo tempo, graças ao melhor preparo físico dos Camisas Negras, e, também, ao ‘Vascão Vira-Vira’ dos anos 70: “Iererê, ierê, ierê\ Ô-ô-ô-ô\ Travam um duelo de amor\ E surge a vida com seu esplendor” virou “Iererê, ierê, ierê\ Ô-ô-ô-ô\ O Vasco é o time da virada\ O Vasco é o time do amor”.

O gol de Bismarck, inspirador da música que embala a torcida do Vasco e outras, marcou o começo de um novo tempo, com o Gigante da Colina passando a levar a melhor em quase todos os duelos decisivos contra o time dos bacanas da elite.

Henrique da Baixada lançou o hit “Time da virada” 12 anos antes do Palmeiras 3x4 Vasco, pela Copa MERCOSUL de 2000, nesta que foi a mais espetacular virada em final de competição internacional (oficial) de futebol registrada por humanos.

11 de dezembro de 2025


EM JOGOS DECISIVOS, VASCO 23 A 16

Fluminense já mediram forças 395 vezes, com 156 vitórias vascaínas, 115 empates e 124 triunfos do rival, do primeiro confronto – Vasco 3x2, em 1923 – ao último – Vasco 2x0, em 2025 – e incluindo a maior goleada: Vasco 6x0, em 1930. Em jogos decisivos desde 1926, ou seja, em finais valendo troféu, semifinais, quartas e oitavas de final de competições eliminatórias, o time de São Januário também em vantagem: 23 a 16.

Nas ultimas cinco semifinais, o Vasco faturou quatro. Em finais, 11x7, porém na mais valiosa o Fluminense ganhou o Brasileirão de 1984. No Maracanã (incluindo a "Arena", a partir de 2013), foram 254 jogos, com 90 vitórias vascaínas, 86 empates e 78 derrotas. 

 

 

TODOS OS JOGOS ELIMINATÓRIOS E FINAIS:

 

1926      Torneio Início                                   semifinal                            Vasco 1x0 Fluminense

1931      Torneio Início                                   final                                      Vasco 1x0 Fluminense

1940      Torneio Início                                   quartas-de-final               Fluminense 0x0 (2x0) Vasco

1943      Torneio Início                                   semifinal                           Fluminense 1x0 Vasco

1946      Torneio Relâmpago                         final                                    Vasco 1x0 Fluminense

1946      Torneio Municipal                           final                                   Vasco 1x0 Fluminense

1948      Torneio Municipal                           final                                   Fluminense 1x0 Vasco

1951      Torneio Início                                   quartas-de-final               Fluminense 0x0 (3x2) Vasco

1952      Torneio Início                                   quartas-de-final               Vasco 2x0 Fluminense

1953      Torneio Início                                   semifinal                            Vasco 1x1 (2x1) Fluminense

1954      Torneio Início                                   semifinal                            Fluminense 0x0 (5x4) Vasco

1957      Torneio Início                                   semifinal                            Vasco 1x0 Fluminense

1961      Torneio Início                                   quartas-de-final               Vasco 1x0 Fluminense

1963      Torneio Início                                   quartas-de-final                Fluminense 1x0 Vasco

1967      Torneio Início                                   quartas-de-final                Vasco 0x0 (5x2) Fluminense

1973      Torneio Internac. do RJ                   final                                     Fluminense 1x0 Vasco

1976      Campeonato Carioca                       final                                     Fluminense 1x0 Vasco

1977      Torneio Início                                  semifinal                            Vasco 0x0 (3x0) Fluminense

1980      Camp. Carioca (1º turno)                final                                     Fluminense 1x1 (4x1) Vasco

1980      Campeonato Carioca                      final                                      Fluminense 1x0 Vasco

1981      Campeonato Brasileiro                  oitavas-de-final                  Vasco 2x3 Fluminense

1984      Campeonato Brasileiro                  final                                      Fluminense 0x0 Vasco

1988      Campeonato Brasileiro                 quartas-de-final                  Fluminense 3x2 Vasco

1988      Camp. Carioca (2º turno)               final                                      Vasco 2x1 Fluminense

1992      Copa Rio de Janeiro                       final                                      Vasco 2x1 Fluminense

1993      Campeonato Carioca                     final                                      Vasco 0x0 Fluminense

1994      Taça Guanabara                             final                                      Vasco 4x1 Fluminense

1994      Campeonato Carioca                     final                                      Vasco 2x0 Fluminense

2000      Copa do Brasil                                oitavas-de-final                  Fluminense 2x2 Vasco

2003      Campeonato Carioca                     final                                    Vasco 2x1 Fluminense

2004      Camp. Carioca (2º turno)              final                                     Vasco 2x1 Fluminense

2005      Camp. Carioca (2º turno)              semifinal                            Fluminense 1x1 (8x7) Vasco

2006      Copa do Brasil                                semifinal                           Vasco 1x1 Fluminense

2008      Camp. Carioca (2º turno)              semifinal                            Fluminense 1x1 (5x4) Vasco

2010      Camp. Carioca (1º turno)              semifinal                            Vasco 0x0 (6x5) Fluminense

2012      Camp. Carioca (1º turno)              final                                     Fluminense 3x1 Vasco

2013      Camp. Carioca (1º turno)             semifinal                             Vasco 3x2 Fluminense

2014      Campeonato Carioca                    semifinal                             Vasco 1x0 Fluminense

2019      Camp. Carioca (1º turno)             final                                      Vasco 1x0 Fluminense




TRICOLOR ENGANA SOBRE AS GAROTAS


O site oficial do Fluminense e outras mídias (Museu do Maracanã, site do Lance) andam contando mentira: que a Flu Mulher, de 2006, teria sido a primeira torcida organizada do Brasil exclusiva de mulheres, quando, na realidade, esta foi a Feminina Camisa 12 do Vasco (FOTO), fundada em 1973 por Iara Barros, após ter saído da Força Jovem, com outras 50 vascaínas – pioneirismo registrado nas páginas do Jornal dos Sports. Elas não tinham bateria nem banda, mas tocavam castanholas. A inovação das tricolores, talvez, é ser a pioneira só para garotas brancas.

A Torcida Feminina Camisa 12 foi atuante nos anos 70 e 80. Bela e carismática, Iara Barros, sua principal liderança, sacodia a poeira na arquibancada e, fora dela, nas passarelas: em 1977, ela promoveu o I Concurso da Rainha das Torcidas Organizadas do Vasco, na Casa do Espinho, em Braz de Pina. Em 1978, repetiu a dose na sede da Associação dos Empregados do Comércio, no Centro, com júri de tirar o chapéu: os vascaínos Danuza Leão, Sônia Braga, Elke Maravilha e Paulinho da Viola avaliaram as candidatas. Três trajes: camisa da torcida, maiô e vestido de gala.

O concurso ocorreu nos anos seguintes, até deixar de existir. No ano do Centenário (1998) foi reeditado (“Rainha do Centenário”), no ginásio de São Januário, coordenado por Iara Barros.

Em 1976, as gatas da Força Jovem também lançariam a Família Feminina da FJV. As vascaínas sempre são a vanguarda quando o assunto é torcer – de quando iam às regatas ou jogar foot-ball, no alvorecer do século XX, passando por Dulce Rosalina, que, em 1956, aos 22 anos, tornou-se a primeira mulher (e negra) líder de torcida (TOV). Em 1961, foi eleita a “torcedora número um do Brasil”, superando no voto popular Jayme de Carvalho, da Charanga do Flamengo e outros, no concurso promovido pela Revista do Esporte.

Décadas atrás, as tias eram respeitadas num cenário machista refletido na perseguição às mulheres que andavam na parte de baixo da arquibancada do Maracanã, sob o coro de “piranha”. Tia Georgina era da Força Jovem, Dulce Rosalina, da Renovascão, as tias Adélia e Aida, da TOV, Tia Lea, da Pequenos Vascaínos, e Tia Helena, da Jovem Fla, Toninha, da Flamante, Verinha, da Flamor, Tia Carmélia e Tia Cora, da Jovem do Botafogo, Tia Helena Lacerda, da Fiel Tricolor, a americana Tia Ruth e outras.




9 de dezembro de 2025


CASTRO, O PERVERSO; BRUNO HENRIQUE, O DISTRAÍDO: ACASO OU DESTINO?


Responsável pela licitação fraudulenta do Maracanã, na qual a “arena” foi cedida a Flamengo e Fluminense por 30 anos – um ataque ao Vasco e sua torcida naturalizado pela FLAPRESS e pelos democratas-do-próprio-umbigo – o governador CLAUDIO CASTRO ingressou numa lista exclusiva rubro-negra, como o mandante da maior chacina policial da história do Rio de Janeiro: mais de 120 cadáveres. Podia ter acontecido na gestão do vascaíno Cabral, ou com os botafoguenses Benedita ou Pezão... Mas não!

Outras “coincidências”:

1) EDMUNDO defendeu Botafogo, Vasco, Palmeiras, Fiorentina, Flamengo, Corinthians, Santos, Fluminense, Cruzeiro e Seleção, mas foi na curta passagem pelo Clube Oficial do Estado do Rio de Janeiro que ele matou duas adolescentes numa batida de carro; 2) Qualquer um tem goleiro, mas graças a BRUNO o Flamengo é o único que teve um assassino; 3) No documentárioA Menina que Matou os Pais – A Confissão,  sobre o homicídio dos pais cometido por SUZANA VON RICHTHOFEN, seu irmão e o namorado, em 2002, a ação foi tramada, segundo a polícia, enquanto viam na TV Corinthians x Flamengo; 4) Todos os clubes têm alojamento, mas só em um, presidido por BANDEIRA DE MELLO, dá-se um incêndio e morrem dez crianças. Não sofreu nada (nem seus cartolas), enquanto em outros países seria até afastado das competições; 5) Documentário do Investigation Discovery (ID) mostra que a polícia captou a conversa por telefone entre a ex-deputada federal FLORDELIZ (FOTO) e seu filho, ao fim de um jogo do Flamengo, no Maracanã: “Mãe, ele não quer me dar carona para casa!”... Eis a gota d’água... “Basta!!! Precisamos logo dar um jeito nesta situação”. Dias depois Anderson, o marido da pastora-política e também ele um pastor, estava morto; 6) Sete jogadores atuaram para favorecer pessoas em sites de apostas online. Seis deles sofreram penas pesadas e um foi absolvido, BRUNO HENRIQUE, pelo STJD cujo vice-presidente, Rodrigo Aiache, é um flamenguista doente; e 7) Sobre assédio sexual, em 2022 MARCELO BENEVIDES xingou, sarrou e beijou a repórter Jéssica Dias, da ESPN, no Maracanã. Tarado tem em qualquer torcida, mas ir preso para o xilindró de Benfica só flamenguista (outro dia, uma repórter da TV Globo teve o cabelo puxado ao vivo).