FLU NÃO ENGOLE SEU PASSADO RACISTA
No empate deste domingo (1x1), na Arena Maracanã, torcedores do Fluminense Football Club - fundado pelo filho mimado de um diplomata britânico – resolveram debochar dos vascaínos presentes. A pequena torcida do clube da zona sul – segundo pesquisas a 12ª maior do Brasil –, cuja história contém a mancha suja do racismo, levantou esta faixa: “O herói de vocês matou, escravizou e colonizou”.
Os brancos da elite que lançaram esta provocação, talvez herdeiros de escravocratas, não foram impedidos pela Polícia Militar.
Durante décadas o Fluminense foi chamada de “time de veado” em coro no Maracanã. Hoje, homofobia é crime. É proibido. Vetado. Mas sua torcida – filhos da elite carioca - se julga no direito de ofender os vascaínos.
Clube preconceituoso desde a fundação, em 1902, não por acaso o primeiro jogador titular de cor negra só foi emplacar na segunda parte da década de 1930, com o profissionalismo.
Paulo César Caju quando era criança e jogava no Fluminense pode sentir na pele o racismo do clube, ao ser proibido de ingressar pela portaria social como seus colegas brancos (VIDEO).




