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17 de dezembro de 2025


ORRA, MEU... O DIA EM QUE SERGINHO NITERÓI ENFURECEU O PACAEMBU

Alguns da Força Jovem carregam o status de herói pela ousadia, e este é o caso de Serginho Niterói. No Corinthians 0x0 (4x3, nos pênaltis) Vasco, em 1988, com o Pacaembu superlotado, antes de a bola rolar uma bandeira da Gaviões da Fiel foi fincada no centro do gramado, Serginho pulou o alambrado e atravessou meio campo até chegar até ela, a retirou do chão e voltou segurando-a, na velocidade máxima. Uma ação tão inesperada que custaram a entender. No rabo do olho notou na cola policiais, seguranças, gandulas e corintianos. Ouvia gritos, latidos, apitos – pareciam estar bem irritados – e, ao iniciar a escalada para o outro lado, foi agarrado. 

“Viajei no ônibus número um, cercado de lendas: Mula Manca, os Metralha, André, Jorge, Pança, Rogério Manteiga, Marcelo He-Man, Roberto Monteiro, Marcondes, Arlindo, Girafa, Japão, Assis Negão, Fusca, Foca...”, comenta Serginho Niterói, que viajava pela primeira vez. Uma aventura digna de filme de ação: “Os caras fazendo a festa, cinquenta mil pessoas, de repente pulou um da Gaviões com a bandeira e ficou tremulando, fincou ela, voltou correndo para a torcida e os caras vibrando. Encontrei o Metralha e o Japão, disse a eles que iria pegar e nem me deram confiança”.

Hoje taxista em Niterói, Serginho tinha 19 anos, vestia a camisa da Força Jovem (ao invadir ela ficou dentro da cueca), bermuda preta, três cordões de prata (estava na moda) e uma touca. No “tobogã” havia três mil vascaínos, mas a caravana da Força Jovem contava com dois ônibus. “Joguei a bandeira pra torcida e fui pular de volta, só que tinham seis PMs me esperando”. Acabou sendo conduzido à delegacia do Pacaembu, atrás do gol do lado oposto ao tobogã. “A torcida me hostilizando, que eu ia morrer, que tinha desonrado o Timão, os policiais falando que iam juntar a gente, iam me deixar sozinho e eu, doidão, dizia pelo amor de Deus me levem daqui”.

Instalado numa cela minúscula, o pior estava por vir: “Surgiu um cara entrando na porrada, ria, encostaram ele na parede, o cara tomando cassetete nas costelas e mesmo assim olhou pra mim e falou: Vou te matar! Aí jogaram ele na minha cela, simplesmente era um grande da Gaviões que tinha ficado cego de um olho em São Januário: Carioca FDP, eu vou comer seus olhos!”. Dois policiais conseguiram separar a briga. Dez minutos depois Rogério Alves, dinossauro da Força Jovem e advogado do Vasco, foi salvar Serginho Niterói a mando de Eurico Miranda.

“O cara ficou esbravejando e fui embora com o advogado, ele de terno e eu de bermuda e sem camisa, por dentro do gramado até a Força Jovem, de ponta a ponta. Fui reconhecido : ‘Ê-ê-ê-ê, está chegando a hora\O carioca vai morrer’. Pensei que eles fossem pular, dar ruim... Na frente da Força Jovem eu tirei a camisa da cueca, a sacudi, pulei o alambrado de volta e nego começou a cantar: Força Jovem-ê-ê-ê-ê-ê\É a Força Jovem, ê-ê-ê\Dá porrada na Jovem e na Fiel, Força Jovem é cruel-el-el”.

Foi o presidente Ely Mendes quem apelou a Eurico: “Coitado, era coroa, né? Meu filho você é maluco, blá-blá-blá, pode pedir o que quiser no bar”, diverte-se Serginho Niterói. O gramado, por sorte, não foi invadido, lembra Japão: “Os caras nos apedrejavam daquele terreno baldio, tinha gente caindo, e de repente a PM jogou gás de pimenta! Demos sorte. A partir dali passaram a nos respeitar mais ainda”.

A Força Jovem – com palmeirenses infiltrados – já tinha botado a Gaviões da Fiel para correr na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao Pacaembu. “Muita gente de camisa preta, nós éramos uns 150,  de repente um nosso foi pra dentro, na bilheteria, saímos pegando geral de porrada, aí chegou a polícia e nos botou dentro do estádio. Com dois ônibus brincamos legal”, se orgulha Pança.

15 de dezembro de 2025

                                                         

O TIME DA VIRADA E DO AMOR

Na semifinal da Copa do Brasil de 2025, contra o velho freguês Fluminense, o Vasco conseguiu virar duas vezes o placar: no primeiro confronto, de 0x1 para 2x1 no segundo tempo, gols de Rayan (FOTO) e Vegetti. No segundo jogo, decisão por pênaltis, de 0x1 (Vegetti perdeu sua cobrança) para 4x3. Parece que eles tremeram outra vez. 


Certa vez um locutor do canal SporTV\première, num jogo do Atlético-MG, destacou que a torcida do Galo entoava uma canção de incentivo na qual era o “time da virada, o time do amor”. Disse ele que várias torcidas adotam esta canção, sem conseguir explicar que a origem é uma estrofe do samba-enredo A Criação do Mundo na Tradição Nagô, da Beija Flor, campeã de Carnaval de 1978, adaptado pela Torcida Organizada do Vasco (TOV) na noite de 29 de maio de 1988, quando Vivinho e Bismarck marcaram os gols do 2x1 sobre o Fluminense nos últimos minutos, valendo o título da Taça Rio (returno do Campeonato Carioca).

A versão é do vascaíno Henrique, morador de Nova Iguaçu, e remete aos anos 20, quando o time costumava ganhar seus jogos no segundo tempo, graças ao melhor preparo físico dos Camisas Negras, e, também, ao ‘Vascão Vira-Vira’ dos anos 70: “Iererê, ierê, ierê\ Ô-ô-ô-ô\ Travam um duelo de amor\ E surge a vida com seu esplendor” virou “Iererê, ierê, ierê\ Ô-ô-ô-ô\ O Vasco é o time da virada\ O Vasco é o time do amor”.

O gol de Bismarck, inspirador da música que embala a torcida do Vasco e outras, marcou o começo de um novo tempo, com o Gigante da Colina passando a levar a melhor em quase todos os duelos decisivos contra o time dos bacanas da elite.

Henrique da Baixada lançou o hit “Time da virada” 12 anos antes do Palmeiras 3x4 Vasco, pela Copa MERCOSUL de 2000, nesta que foi a mais espetacular virada em final de competição internacional (oficial) de futebol registrada por humanos.

11 de dezembro de 2025


TRICOLOR ENGANA SOBRE AS GAROTAS


O site oficial do Fluminense e outras mídias (Museu do Maracanã, site do Lance) andam contando mentira: que a Flu Mulher, de 2006, teria sido a primeira torcida organizada do Brasil exclusiva de mulheres, quando, na realidade, esta foi a Feminina Camisa 12 do Vasco (FOTO), fundada em 1973 por Iara Barros, após ter saído da Força Jovem, com outras 50 vascaínas – pioneirismo registrado nas páginas do Jornal dos Sports. Elas não tinham bateria nem banda, mas tocavam castanholas. A inovação das tricolores, talvez, é ser a pioneira só para garotas brancas.

A Torcida Feminina Camisa 12 foi atuante nos anos 70 e 80. Bela e carismática, Iara Barros, sua principal liderança, sacodia a poeira na arquibancada e, fora dela, nas passarelas: em 1977, ela promoveu o I Concurso da Rainha das Torcidas Organizadas do Vasco, na Casa do Espinho, em Braz de Pina. Em 1978, repetiu a dose na sede da Associação dos Empregados do Comércio, no Centro, com júri de tirar o chapéu: os vascaínos Danuza Leão, Sônia Braga, Elke Maravilha e Paulinho da Viola avaliaram as candidatas. Três trajes: camisa da torcida, maiô e vestido de gala.

O concurso ocorreu nos anos seguintes, até deixar de existir. No ano do Centenário (1998) foi reeditado (“Rainha do Centenário”), no ginásio de São Januário, coordenado por Iara Barros.

Em 1976, as gatas da Força Jovem também lançariam a Família Feminina da FJV. As vascaínas sempre são a vanguarda quando o assunto é torcer – de quando iam às regatas ou jogar foot-ball, no alvorecer do século XX, passando por Dulce Rosalina, que, em 1956, aos 22 anos, tornou-se a primeira mulher (e negra) líder de torcida (TOV). Em 1961, foi eleita a “torcedora número um do Brasil”, superando no voto popular Jayme de Carvalho, da Charanga do Flamengo e outros, no concurso promovido pela Revista do Esporte.

Décadas atrás, as tias eram respeitadas num cenário machista refletido na perseguição às mulheres que andavam na parte de baixo da arquibancada do Maracanã, sob o coro de “piranha”. Tia Georgina era da Força Jovem, Dulce Rosalina, da Renovascão, as tias Adélia e Aida, da TOV, Tia Lea, da Pequenos Vascaínos, e Tia Helena, da Jovem Fla, Toninha, da Flamante, Verinha, da Flamor, Tia Carmélia e Tia Cora, da Jovem do Botafogo, Tia Helena Lacerda, da Fiel Tricolor, a americana Tia Ruth e outras.




23 de fevereiro de 2024




FERJ, BRAX E GOAT: RELAÇÕES INDECENTES

Antes do Campeonato Carioca, a FERJ contratou uma empresa de marketing esportivo – a BRAX – para negociar a transmissão dos jogos, em nome da TV Bandeirantes, em rede aberta, da BandSports, na TV fechada e do canal GOAT, no youtube por streaming. A BRAX agiu em favor do Flamengo, oferecendo ao rival uma proposta mais vantajosa. Onze clubes concordaram, mas o Vasco – com toda a razão – recusou, e em seus jogos com mando de campo as empresas favoritas da FERJ e da BRAX foram proibidas de fazer a transmissão ao vivo – e de LUCRAR com isso.

Dos primórdios das transmissões de futebol ao vivo na TV até 2023, os “grandes” sempre ganharam cotas iguais no Campeonato Carioca. Este foi o ano em que a FERJ acertou o primeiro contrato com a BRAX – e tudo mudou.

Rubens Lopes (FOTO), o eterno presidente da FERJ – ao contrário do Caixa d’Água, os clubes da zona sul não reclamam dele... - ficou surpreso ao saber que, pelo segundo ano, o Vasco não aceitaria ser desrespeitado por uma proposta indecente.

O clube de São Januário firmou contrato com o SBT, com o SporTV – da FlaPress, apesar disso - e com a Cazé TV, no youtube, e passou a receber quase o mesmo que o rival.

Para a BRAX é natural esse tipo de negócio porque o seu fundador e presidente é Bruno Rodrigues, filho do veterano radialista Washington Rodrigues, atualmente na Rádio Tupi, que é um flamenguista até alma.

Bruno é amigo do também flamenguista Antônio Tabet, o dono do canal GOAT.

VÍDEO - Após o fim do jogo, a repórter do canal GOAT tentou destacar a torcida do Flamengo em sua entrevista com Bill, e o atacante do Nova Iguaçu mandou de trivela: "Contra o Vasco estava mais cheio, né?"...

15 de fevereiro de 2024


TORCIDA PÓ-DE-ARROZ CABE NO FUSQUINHA

O Fluminense é bicampeão carioca, acaba de faturar a Copa Libertadores e, após as férias, o time se reencontrava com seus torcedores. De quebra, os ingressos foram vendidos com vários dias de antecedência aos tricolores e, para os vascaínos, na véspera. Mesmo assim, a torcida do Flu não conseguiu ser a maioria no Maracanã, no empate em 0x0.

Na história, raras vezes a torcida do Fluminense superou a do Vasco, em tamanho, no Maracanã.

Desde 2022 os cartolas do rival passaram a executar um plano: sabotagem nas vendas.

Os vascaínos continuam desalojados do seu lugar no estádio, à direita da tribuna de honra. 

Clima hostil: os fidalgos espalharam cartazes na entrada lembrando os rebaixamentos do Vasco. No lado de dentro, funcionários do clube de São Januário foram ameaçados por seguranças da firma contratada pelos usurpadores Fla-Flu.

VÍDEO - Thiago Silva encantado com os vascaínos (TV Globo, FlaPress).

6 de fevereiro de 2024



PM DE CASTRO PRENDE 58 VASCAÍNOS E DOIS FLAMENGUISTAS

Como esperado, houve confrontos de torcedores em vários pontos do Rio de Janeiro. Um vascaíno solitário, não pertencente a torcidas organizadas, foi covardemente linchado – há uma filmagem da ação -, mas a PM do governador flamenguista Claudio Castro (ainda) não se manifestou. No clássico deste domingo (6\2), ela mostrou para onde aponta a alça de mira: prendeu 58 vascaínos e dois rubro-negros.

A maioria envolvida em briga na Praça do Barreto e vizinhança, em Niterói, com 43 vascaínos sendo conduzidos até a 73ª DP (Neves). Irão passar o Carnaval no Complexo Penitenciário de Bangu. 

Já os flamenguistas, que também ostentavam paus e pedras, devia ser gente de bem, pois nenhum foi capturado pelos soldados do 12º e do 7º Batalhões.

Mais oito vascaínos foram detidos em Bonsucesso – um, menor de idade –, três no Centro de Niterói e, enfim, quatro residentes do Morro do Tuiuti, que estavam próximos a São Januário. Todos portando material que poderia ser usado em caso de briga.

Sobre os flamenguistas, um diretor da Torcida Jovem Fla portava um revólver e outro, cheio de más intenções, estava próximo à estação de trem de Piedade. 

3 de fevereiro de 2024

PM DE CASTRO ARMA CILADA PARA OS VASCAÍNOS

A Polícia Militar do flamenguista e governador Claudio Castro, outra vez, tramou para prejudicar a torcida do Vasco. No Clássico dos Milhões deste domingo (4\2), no Maracanã, além de proibir a concentração – especialmente de componentes da Força Jovem – em frente a São Januário, para juntos seguirem até o Maracanã (como sempre), o violentíssimo BEPE não irá fazer a escolta da principal torcida organizada vascaína e da cidade. E nem da Jovem do Flamengo e da Raça Rubro-Negra.

No último Vasco x Flamengo, um torcedor morreu de tiro e outros foram baleados. No jogo de maior rivalidade da cidade, graças à PM de Castro, o risco de graves distúrbios é mais alto do que nunca.

 A Associação Nacional das Torcidas Organizadas (ANATORG) lamentou em nota.

4 de outubro de 2023


58.012.980 CIGARROS PARA RUSSINHO


Antes da chegada das multinacionais, o mercado brasileiro de cigarros era abastecido por três empresas – a Grande Manufatura de Fumos e Cigarros Veado*, a Companhia Leite & Alves e a Souza Cruz, única sobrevivente, como subsidiária da British American Tobacco. O bicho silvestre não simbolizava homossexualismo. E coube ao Veado (cujo slogan era “Para chique ou pé-rapado”), em 1930, promover uma pioneira ação de marketing esportivo: o “Grande Concurso Nacional Monroe” para apontar o jogador mais popular do Brasil. Havia diversas urnas – uma delas, na Rua da Assembleia – e a cédula era um maço vazio de alguma marca da empresa (“Monroe” era o mais consumido). Todos concorriam a prêmios de até sete contos de réis. Mais de seis milhões de maços vendidos graças ao concurso, com Russinho sendo eleito por 2.900.649 votos (maços), deixando Fortes, do Flamengo, no cheirinho.

Como prêmio, o artilheiro ganhou um carro – uma “baratinha” da Chrysler –, o que inspirou o vascaíno Noel Rosa a citá-lo na canção “Quem dá mais?”, na qual o compositor brinca com o prêmio luxuoso e a dificuldade do clube para renovar o seu contrato – “(...) o Vasco paga o lote na batata /E, em vez de barata, /oferece ao Russinho uma mulata”...

Numa época em que não existia instituto de pesquisa de opinião pública, um concurso com mais de seis milhões votos – o maior de todos – é, sem dúvida, parâmetro para a avaliação da popularidade dos times de futebol.

* A Grande Manufatura de Fumos e Cigarros Veado, do Rio de Janeiro, é herdeira da Imperial Estabelecimento de Fumo, a primeira fábrica de cigarros do Brasil.