25 de maio de 2026


PARCEIROS DO FLA NA MIRA DA FEDERAL

A relação promiscua entre o Banco Master, o BRB (Banco de Brasília), o Flamengo, o empresário Daniel Vorcaro e os governadores Cláudio Castro (PL-RJ) e Ibaneis Rocha (MDB-DF) começa a ser desvendada. Na última sexta-feira (22\5), a juíza Sandra Cristina Candeia de Lima, da 6ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal, acolheu ação popular e suspendeu o patrocínio de R$ 42,6 milhões\ano entre o BRB e o clube (renovado em 16\5\2026) por burlar a moralidade, o princípio da impessoalidade e lesar os cofres públicos.

A sentença não é definitiva. A magistrada explicou que a vara de Fazenda é incompetente para julgar e mandou a ação ser redistribuída em uma vara cível de Brasília para avaliação do mérito. Mas proibiu o repasse de dinheiro por temer que ele pudesse desaparecer até o julgamento do processo.

Antes da renovação do patrocínio, em abril, o Flamengo conseguiu receber 50%: R$ 21,1 milhões que foram de maneira gentil e suspeita adiantados pelo BRB, enquanto o banco vivia gravíssima crise financeira. Ou seja, quando a Justiça bloqueou a sangria metade do dinheiro não estava mais nos cofres do banco.

A pressa em receber e a presteza em pagar é incomum no mundo dos negócios, especialmente quando se trata de milhões. O banco, uma sociedade de economia mista controlada pelo governo do Distrito Federal, estranhamente se recusa a mostrar publicamente o contrato de patrocínio alegando sigilo comercial.

Um oficial de Justiça esteve três vezes na Gávea, nos dia 27 e 29 de abril e 2 de maio, para notificar o Flamengo sobre a ação que corre em Brasília e não foi recebido. Enquanto isso, o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista (BAP), o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa e o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB-DF) sabiam que dias ruins estavam por vir.

POLÍCIA FEDERAL

Assim aconteceu quando a Polícia Federal botou em ação a “Operação Compilance Zero”. Paulo Henrique Costa (FOTO), que avalizava os contratos com o Flamengo, está preso. O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, também. Não veem a hora de fazer a delação premiada e ir para suas mansões ou voar em seus jatinhos. Costa admite ter sido subornado para investir no Banco Master, quase quebrando o BRB para botar em ação, com Vorcaro, a maior fraude bancária da história do Brasil.

Na ponta deste iceberg de tramoias, o BRB adquiriu do Banco Master R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes. Quis comprar uma parte do banco, mas teve sua pretensão recusada pelo o Banco Central. Até que o Banco Master faliu de vez, sendo liquidado em novembro de 2025 pelo Banco Central, o que não impediu Vorcaro de investir R$ 134 milhões em um filme sobre o ex-presidente da República Jair Bolsonaro.

Constatou-se que 36 empresas pediram empréstimos fictícios desviando R$ 11,5 bilhões através de fundos administrados pela REAG Investimentos. Crimes: corrupção, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa, emissão de títulos de crédito, gestão fraudulenta, manipulação de mercado e outros.

BLINDAGEM

O BRB repassa dinheiro ao Flamengo desde 2020 R$ 40 milhões\ano , inclusive para a base, o futebol feminino e outros esportes. Uma parceria tão estreita que resolveram lançar um banco digital juntos: o “Nação BRB Fla”. Quando os crimes bancários do parceiro foram descobertos, o clube deu início a uma operação de distanciamento daquele que um dia já foi o patrocinador máster na camisa dos jogadores.

Hoje nem estampa sua marca, trocando-a por “nação” e “fla” em cada ombro. Se o clube que é o principal beneficiado escondeu a marca do patrocinador (seja ele do banco físico ou online), por que o patrocinador ainda não desistiu do contrato!?

Recentemente, o Flamengo tirou seu representante do conselho gestor do Nação-BRB Fla, para abrandar a relação na tentativa de não partilhar qualquer responsabilidade pelos golpes aplicados pelo BRB e pelo Banco Master.

O Nação-BRB Fla possui cerca de três milhões de contas ativas.

Para o clube e os torcedores parece uma boa. Para o banco, uma catástrofe: é contra indicado emprestar dinheiro aos flamenguistas, por crédito pessoal ou no cartão. Em novembro de 2023, acumulava o prejuízo de R$ 433 milhões. Motivo: milhares de caloteiros pegaram empréstimos e simplesmente desistiram de pagar as parcelas.

RIO PREVIDÊNCIA

Responsável em 2025 pela licitação do Maracanã com fortíssima suspeita de fraude AINDA NÃO INVESTIGADA PELA POLÍCIA FEDERAL  para favorecer Flamengo e Fluminense (e prejudicar o Vasco), Claudio Castro entrou na mira da “Operação Sem Refino”, da Polícia Federal. Por isso foi visitando em casa, na última semana, por agentes que investigam outro esquema bilionário de fraudes fiscais e ocultação de bens, não do Banco Master e sim da REFIT, cujo dono é o empresário Ricardo Magro, um foragido da Justiça brasileira residente em Miami, Estados Unidos. 

A Rio Previdência, autarquia responsável pelas aposentadorias dos servidores do Estado do Rio de Janeiro, se envolveu com o Banco Master injetando R$ 2,6 bilhões na REAG Investimentos, mesmo depois de Claudio Castro ter sido alertado pelo TCE-RJ sobre o risco deste negócio para os idosos. Também botou dinheiro da CEDAE (R$ 200 milhões).

A relação entre o ex-governador, o Flamengo e o Banco Master está longe de se limitar a dinheiro em fundo podre. Na final da Copa Libertadores de 2025, o político inelegível pelo TSE até 2030 fez questão de estar presente para ver seu time de coração, tendo voado a Lima na companhia da primeira-dama em um jatinho da Prime, firma de aviação cujo dono é Vorcaro.

Castro diz que o conhece de vista, dos congressos internacionais, e nega qualquer relação com ele, apesar de o investimento bilionário da Rio Previdência no Banco Master ter sido em sua gestão no Palácio Guanabara.

Também diz que não sabia ser o banqueiro um dos donos da Prime, afinal o convite para viajar partiu do advogado Willer Tomaz, um amigo, que já trabalhou em seu gabinete. Tomaz, inclusive, chegou a ser preso em 2017 por suspeita de intermediar o repasse de propina a um procurador da República. 

DEBOCHE

Vasco e Flamengo se enfrentaram em Brasília pelo Campeonato Brasileiro de 2019, com vitória flamenguista. O então governador Ibaneis Rocha resolveu debochar, em mensagem disseminada nas redes sociais: “Hoje, o Vasco mostrou ser um time que merecia ter se mantido na segunda divisão. Subiu não sei por qual motivo. E agora, nós flamenguistas de coração, vamos o fazer descer novamente para o lugar onde jamais deveria ter saído”.

Gravou um vídeo se desculpando como sempre acontece nessas horas – a obscura e contestada relação comercial entre o BRB e o rival só tornou-se realidade por iniciativa dele.

Por enquanto Ibaneis Rocha, candidato a senador, está livre de culpa por um suposto envolvimento nos crimes do BRB com o Banco Master. Para a Justiça, a conta é toda de Paulo Henrique Costa, o ex-presidente do banco brasiliense.

O ex-governador do Distrito Federal chegou a responder a inquérito e ser afastado do cargo por 60 dias, acusado de omissão dolosa na tentativa de golpe de estado de 8 de janeiro de 2023. Na época, a conta sobrou para os comandantes da Polícia Militar-DF. 

DESCONHECIDO 

Outro no jatinho para conferir a final da Libertadores-25 era o senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de mandado de busca e apreensão na “Operação Sem Desconto”, da Polícia Federal, por envolvimento no esquema que desviou R$ 6,3 bilhões do INSS através de descontos irregulares do dinheiro recebido por aposentados e pensionistas entre 2019 a 2024. 

Weverton Rocha também viajou a convite de Willer Tomaz. Como Ibaneis, Castro e outros, Rocha é flamenguista doente e não conhece Vorcaro...


CONTRA O VASCO, GATO-DO-MATO VIRA UM LEÃO

Com o Vasco, os agentes do Ministério Público-RJ são leões sempre atacando com suas punições , mas com os coirmãos Fla-Flu eles viram gatos-do-mato assustados. Por isso e do jeito covarde (sem razão nem direito à defesa) o órgão com uma solicitação à polícia (BEPE) suspendeu a Força Jovem por dez jogos neste sábado (23\5) devido aos tumultos no Flamengo 2x2 Vasco pelo Brasileirão-26, quando um vascaíno morreu e outro ficou cego.

Se, por descuido, num Vasco x Flamengo em São Januário, um flamenguista morresse linchado na porta e outro ficasse cego de um olho, as punições ao clube seriam na certa rigorosas. Da justiça, do BEPE... O estádio, talvez, fechado para sempre. Isto acabou de acontecer ao contrário e tudo continua igual. 

A Força Jovem viveu a suspensão mais longa da história, a partir de 2013: 12 anos fora dos estádios. Voltou em 2026 sob a presidência de Fabinho e desde então tenta seguir à risca o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) — acordo homologado na Justiça com os compromissos exigidos pelo BEPE e pelo MP-RJ.

Assim foi no Clássico dos Milhões, quando a diretoria, as lideranças e a grande maioria dos seus componentes estavam longe quando os conflitos explodiram. A torcida organizada cumpria o último dos dois jogos de suspensão que recebera por usar sinalizadores para incrementar a festa da arquibancada contra o Botafogo (4\4), em São Januário.

IMPUNIDADE

A Polícia Militar ainda não prendeu os assassinos do torcedor Fabiano Moreira Lopes, de 42 anos, morto em uma emboscada em Vila Isabel, nem apresentou o soldado-bandido que cegou de um olho por tiro com bala de borracha Arthur Cortines Laxe da Conceição, de 18 anos, estudante de Nutrição da UERJ. Ele não é de organizada, nem de briga, só tentava ir para casa quando foi atingido.

Neste caso, o de sempre: policiais do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (BEPE) despreparados que agridem os vascaínos por atacado.

BANDIDOS

Quando Lucas Paquetá volta ao Brasil e canta uma música ofendendo a Força Jovem, ele incita a violência. Em nome dela três vascaínos foram assassinados com extrema covardia por membros da Torcida Jovem do Flamengo  uma facção repleta de vagabundos e criminosos nos últimos nove meses: um fuzilado em um churrasco em Oswaldo Cruz antes de Botafogo x Vasco, um esfaqueado no ônibus em Brasília e, por último, um linchado.

A “Jovem Fla” foi suspensa dois anos graças à decisão da juíza Renata Guarino, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos em 16\9\2025, pelo assassinato a tiro do vascaíno Rodrigo José Santana, de 36 anos (outro foi baleado na perna) e outros motivos. Tinha voltado havia apenas algumas semanas, após três anos impedida devido a crimes cometidos em 2015 contra vascaínos.

ELA TEM SANGUE NAS MÃOS

Na última quinta-feira (21\5), a desembargadora Cintia Santarém Cardinali (FOTO), da 5ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça\RJ, acolheu o recurso da "Jovem Fla" e liberou sua volta aos estádios. A justificativa é das mais absurdas: já ter cumprido a decisão do Juizado Especial Criminal transitada e julgada em 2022 de três anos de suspensão, como se o homicídio de 2025 cometido em Oswaldo Cruz, com um novo julgamento e punição, dessa vez de dois anos, simplesmente não tivesse existido.

A sentença não é definitiva, mas uma alteração depende do BEPE ou dos agentes-gato-do-mato do Ministério Público-RJ.

Um dos advogados que defende a facção é o ex-desembargador Siro Darlan. Boa pessoa talvez não seja: acusado de receber inúmeras propinas em troca de habeas corpus, inclusive para milicianos, ele chegou a ser afastado pelo STJ até, enfim, ser aposentado à força em 2023 pelo Conselho Nacional de Justiça. 

15 de maio de 2026


BAP E VOLANTE ANDRÉ TÊM A SOBERBA EM COMUM

Um é Fla (presidente) outro é Flu (ex-jogador), os clubes que usurpam a Arena Maracanã desde a licitação com cheiro de fraude em 2025. Também não faz muito tempo, Luiz Eduardo Batista, o “BAP” e André se acharam no direito de ofender o Vasco, o zagueiro ofuscado com o brilho de Rayan e o cartola nervoso ao ver o único rival carioca de verdade – expulso do Maracanã – ter a SAF prestes a ser comprada por um multimilionário.

Essa história começa no Vasco 2x0 Fluminense de agosto de 2024: Rayan, aos 17 anos, fazia um dos seus primeiros jogos no time principal quando André – então na Seleção Brasileira, ídolo – tentou humilhá-lo. Era Dia dos Pais e por homenagem todos os jogadores vascaínos atuaram com o nome dos seus pais estampado na parte de trás das camisas. Num lance de bola parada, o agressor se aproximou dele e bradou em tom de deboche: “Ô... Valkimar!?”.

Rayan é um jogador de cor preta, humilde, o oposto do agressor. Sentiu a maldade, preferiu não responder, mas quando o jogo foi interrompido outra vez acertou uma bolada no canalha bem na frente do juiz, Anderson Daronco (RS) e este, ciente do que acontecera entre os dois, resolveu não puni-lo com o cartão amarelo. Vitória de 2x0 no bolso, Rayan fez com uma das mãos a letra “C” para a minúscula torcida do adversário no Engenhão, em alusão à 3ª divisão (1999) e isso aborreceu o time derrotado...

A soberba de André reflete o estado natural do Fluminense. Também existe mágoa por lá, esta foi crescendo até que um ano depois, no 2x1 sobre o Vasco pelo Brasileirão-2025, explodiu. Isso explica por que o clube – e não a torcida (aceitável) – postou um vídeo em suas redes sociais com a ação contra Rayan em 2024. Acima dele, a frase: “Famoso quem?????”, com cinco pontos de interrogação.

O clube que tem na história a mancha do racismo resolveu humilhar um atleta negro em ascensão nas redes sociais. Replica uma ação canalha que já tinha ficado para trás. O Vasco de Rayan (ou sem o craque) foi à forra eliminando-o da Copa do Brasil de 2025. O último sapeca foi no atual Brasileirão: virada de 0x2 para 3x2.


RAYAN

Valkimar foi beque do Vasco na segunda parte da década de 1990 até o início dos 2000. Bom reserva. Sem dúvida a melhor jogada dele foi se apaixonar por Vanessa, funcionária do clube que trabalhava na piscina de São Januário e morava na Barreira do Vasco. Casaram-se, e deste romance 100% vascaíno nasceram Rayana e Rayan, o craque da Seleção Brasileira.

Rayan chegou ao Vasco com seis anos para jogar futsal. Depois, passou por todas as categorias de base antes de ir para o time principal. Sempre como destaque, artilheiro e campeão: aos 11, já havia acumulado 280 gols nos campos e quadras. Tudo sem desmerecer ninguém – uma característica marcante do discreto Rayan.

Cansou de fazer gols no Fluminense como fraldinha, dente-de-leite, mirim (sub-13), infantil (sub-15), juvenil (sub-17), juniores (sub-20) e profissional. Entre um gol e outro, se divertia mergulhando na piscina de São Januário ou em peladas na quadra da Barreira.


RÉGUA

Recentemente, o Vasco pegou um empréstimo com a Crefisa, cuja dona é a presidenta do Palmeiras, Leila Pereira, e na mesma semana foi goleado pelo time paulista por 3x0, no Allianz Park. Por causa disso Luiz “BAP”, o presidente do Clube da Mutreta (Flamengo) - sempre o mais favorecido em qualquer situação - atacou a honestidade do presidente Pedrinho e dos jogadores vascaínos insinuando que teriam entregado o jogo em troca de vantagem financeira para o clube.

“É muita coincidência”, disse.

“Quem é o presidente do Flamengo para saber com quem eu pego empréstimo? Quando o Vasco se reestrutura as pessoas querem saber?”, questionou Pedrinho.

Semana passada o Clube da Mutreta deu o golpe na Libra (liga de futebol): exigia receber mais R$ 150 milhões que os demais filiados até 2029 pelo contrato com a TV Globo, o Palmeiras não aceitou e foi embora por ter sido voto vencido. Descobriu-se que Grêmio apoiou a iniciativa flamenguista em troca de uma bolada de R$ 24 milhões em quatro anos.

Após este acordo moralmente questionável, o Flamengo derrotou o Grêmio por 1x0, em Porto Alegre. Coincidência? Cartas marcadas? Luiz “BAP” subornou os gaúchos?

Impossível.

Só alguém tremendamente mau caráter pensaria que atletas de um grande clube – como Vasco ou Grêmio – pudessem entrar em campo dispostos a perder um jogo de propósito a mando de seus dirigentes.

Luiz “BAP” não devia medir os outros com sua própria régua moral.


PREMIER LIGUE

Vendido em agosto de 2024 ao Wolverhampton, da Inglaterra, André, o Soberbo, acaba de ser rebaixado para a Série B, com 24 derrotas em 36 jogos. Pela segunda temporada não jogou nada e por isso está fora da lista dos pré-convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. O lugar dele vai ser ocupado pelos vascaínos Andrey Santos (ex-jogador), do Chelsea e\ou Bruno Guimarães (torcedor), do Newcastle.

“Rayan quem?”... Agora o clube com DNA racista que tentou humilhá-lo sabe das coisas. Em meses fez o que André nunca irá conseguir: ser destaque no Campeonato Inglês. O craque está invicto desde quando chegou. E o Bournemouth, agora, é o Bournemouth do Rayan – na lista da Seleção Brasileira.

Sobre André, a pergunta que não se "C"ala:

Quem é o Quem?


Foto - Rayan e Valkimar

                                             


ATLETAS DO FLU: 100 ANOS DO PRECONCEITO

A covardia de André, o Soberbo, contra Rayan, reverberada pelo “rival” em suas redes sociais um ano depois, não é novidade: outro jogador branco do Fluminense já tentou humilhar jogadores vascaínos pretos e\ou pobres um século antes do episódio “Valkimar”, tendo em 1923 como protagonista o meio-campo Fortes.

Na época a Seleção Brasileira só tinha jogador branco e endinheirado (classe social era importante). Botafogo, Flamengo e Fluminense também. Até o presidente da República, Epitácio Pessoa, recomendou que a CBD evitasse a convocação de players mestiços ou pretos porque segundo ele pegava mal no exterior.

Racismo institucional.

O problema é que o Brasil só dos brancos entrava pelo cano e a CDB exigiu do técnico Chico Neto (também do Fluminense) a convocação de jogadores pobres e não brancos para o Campeonato Sul Americano de 1923 – três do Vasco na lista: Nelson Chofer, Torterolli e Paschoal. A AMEA (racista, controlada por Fla\Flu, precursora da atual FERJ) era explicitamente favorável à discriminação.

Quem relata é o jornalista Mario Filho, no livro O negro no futebol brasileiro:

“Durante a viagem no luxuoso navio até Montevidéu, Nelson, Torteroli, Paschoal, e outros desacostumados a ocasiões sociais mais refinadas, como Soda, Nesi e Amaro, observam como se comporta o elegante Fortes, do Fluminense, durante as refeições, e procuram imita-lo. Então, ao fim do jantar chega a lavanda e Fortes, de brincadeira, finge que vai bebê-la e todos bebem até não restar uma gota de lavanda. Este fato repercutiu e serviu de arma para a AMEA. Para ela, ficava claro que a relação entre jogadores como Fortes, do Fluminense e os do Vasco era conflituosa, e que estes não eram qualificados a representar o Brasil no exterior. A CBD acabou influenciada pela propaganda feita pela AMEA”.

Nelson Chofer (FOTO) foi o primeiro goleiro negro da Seleção Brasileira. Também o primeiro atleta negro garoto-propaganda. Segundo O Paiz, ele teve ótimo desempenho apesar de mais um fracasso do time no Sul Americano. Nunca mais foi convocado.

Tricampeão da Liga Suburbana pelo Engenho de Dentro, Nelson Chofer foi para o Vasco em 1919 e teve que mudar de profissão. A AMEA considerava chofer de praça uma profissão indigna para a prática do foot-ball – o esporte era amador – e ele, então, passou a trabalhar como balconista na chapelaria de um vascaíno.

Pelo clube jogou até 1927 (192 partidas). Em 1925, quando o Vasco não tinha estádio, jogava de aluguel em Laranjeiras ou na Rua Paysandu, Nelson Chofer passava sufoco: os sócios do Fluminense e do Flamengo (brancos e ricos consumidores de lavandas) iam para trás da baliza insultá-lo com racismo e atirar-lhe pedrinhas. Só foi ter paz quando o time passou a mandar seus jogos no Andaraí.



MARCIO BRAGA, MODELO DE FANFARRÃO PARA BAP

Luiz “BAP” tem um ótimo exemplo a seguir quando o assunto é ser soberbo e fanfarrão: Marcio Braga. Presidente do Flamengo por 14 anos e anti Vasco até a medula, Braga, de 89 anos, quando jovem na zona sul carioca era amigão de Francisco Horta, ex-presidente do Fluminense, e assistia a jogos do Botafogo na companhia do seu padastro. Se ele tinha ranço contra o time da zona norte, passou a odiá-lo quando tentou repatriar o ídolo Roberto Dinamite do Barcelona, em 1980, e levou uma rasteira de Eurico Miranda.

Na volta, Dinamite marcou cinco gols no Vasco 5x2 Corinthians. Por despeito, Marcio Braga inventou a “Fla-Fiel” com apoio da TV Globo: os flamenguistas, que assistiram a preliminar (Fla x Bangu), ficaram no Maracanã para apoiar o time corintiano.

Assim o cartola flamenguista e a “isenta” TV Globo estimularam a criação das aliança entre torcidas – vascaínos e palmeirenses, no começo – para se defenderem das agressões da ‘Fla-Fiel’ – potencializando a violência nos anos que seguiram.

Na eleição de 1986 à presidência da CBF, os cariocas apoiavam o grande benemérito do Vasco, Medrado Dias, menos Flamengo e Bangu, pró-Nabi Abi Chedid, deputado federal e ex-presidente da Federação Paulista de Futebol. Marcio Braga, também deputado, colaborou na campanha de Nabi, na qual houve acusações de tentativa de suborno dos presidentes das federações da Bahia, Antônio Pihon, e do Acre, Antônio Aquino.

Virou pizza, como se dizia na época.

O distinto Medrado Dias, mesmo apoiado pelo presidente da CBF, o torcedor do América (RJ) Giulite Coutinho, perdeu por 13 votos a 12. Sobre Nabi, quando já estava falecido, Marcio Braga, bem ao seu estilo, atacou o caráter dele numa entrevista para a FlaPress.

Em 1987, com a CBF enfraquecida, é fundado o Clube dos Treze com a missão primordial de organizar o Campeonato Brasileiro – batizado de Copa União (o Brasileirão-86 tinha 36 clubes). Dois grupos com 16 times: o Módulo Verde (contendo os times do Clube dos Treze) e o Módulo Amarelo. Os dois primeiros de cada um disputariam um quadrangular pelo título – todos assinaram o regulamento.

Eis que o Flamengo – Clube da Mutreta? – rasga o regulamento inventando uma decisão fajuta contra o Internacional – os dois primeiros do Módulo Verde, ganha e se autoproclama o campeão, com apoio da FlaPress, mesmo tendo perdido por W.O. para o Guarani e para o Sport, o legítimo campeão, segundo a CBF.

Na véspera dessa virada de mesa, Márcio Braga foi à CBF, onde anunciou que o Brasileirão-87... Iria terminar! Surgiu o presidente da Federação Gaúcha, Rubens Hoffmeister, a quem ele tinha chamado de “bichona” em uma mesa-redonda na TV. “Você confirma o que disse?!”... Soco na cara. Braga: olho roxo por 15 dias. Hoffmeister: “Ainda vou encontrá-lo e vai apanhar outra vez”. Não houve reação física ou jurídica.

O Maracanã chegou ao fundo do poço na gestão de Marcio Braga na SUDERJ, quando Flamengo e Botafogo decidiram o título do Brasileirão-92. A grade da arquibancada cedeu, dezenas de torcedores ficaram pendurados, vários caíram nas cadeiras e três morreram. Tragédia por ausência de manutenção: as grades de alumínio tinham seus parafusos corroídos pela oxidação e faltavam porcas.

Marcio Braga apareceu em 2008 numa mesa redonda de TV para ofender o Vasco. Eurico Miranda foi à Justiça: “Antigamente, daria a resposta que ele merece. Hoje, prefiro chamá-lo para sentar a bundinha e se explicar”.

Deu nos jornais: “Eu, Marcio Baroukel de Souza Braga (...) reconheço no Club de Regatas Vasco da Gama uma instituição conhecida no mundo todo, aplaudo a sua atuação ao ensinar, praticar e desenvolver com competência o esporte (...)”.

Neste mesmo ano, para ficar na Série A era fundamental ao Vasco ganhar do Vitória e torcer por outros resultados. No Atlético-PR 5x3 Flamengo, o triunfo do rival podia ajudar, mas foi presa fácil – talvez, devido à pressão da torcida que, na véspera, havia pichado os muros da Gávea (“Se ganhar morre”). Por via das dúvidas, os paranaenses abriram o placar com um gol contra de Toró, que no primeiro pau cabeceou com estilo para trás. O goleiro Bruno Matador, no lance, nem viu a bola.

Braga gostou da licitação do Maracanã de 2025 com rabo, cheiro e fuço de pilantragem, que deu ao Clube da Mutreta e seu coirmão Fluminense, o Fidalgo, o direito de mamar nas tetas do Estado gerindo a arena, que deveria ser pública e não é, graças aos governadores flamenguistas Wilson Witzel e Claudio Castro.

PENTA DA LIBERTADORES NA AREIA TEVE BOICOTE DA FLAPRESS

O canal a cabo SPORTV 2, da TV Globo, passou todos os jogos da Copa Libertadores da América de futebol de areia (beach soccer) ao vivo. Porém, na final, resolveu transmitir uma pelada de basquete: Brasília x Flamengo, vencida pelo Brasília. Foi pela audiência? Não! É que para FlaPress seria odioso mostrar ao vivo o Vasco ser pentacampeão, como domingo passado (10\5) na arena da Praia de Itapoã, em Vila Velha-ES, ao bater por 8x2 do Sampaio Correa. Passou no UOL TV.

Talvez, seja algo chocante demais para a emissora (mesmo num canal secundário) transmitir ao vivo duas horas com imagens de uma arena entupida de vascaínos capixabas em delírio, suas faixas e bandeiras.

Não se iluda: a sabotagem ao Vasco é de espectro total, ardilosa e perigosa.

CAMPANHA

Vasco       7 x 2         Argentino (Argentina)

Vasco        7 x 2         Dávila (Chile)

Vasco       8 x 5         Guaicamacuto (Venezuela)

Vasco       17 x 3       Tito Drago (Peru)

Vasco       3 x 2         Sportivo Luqueño (Paraguai)

Vasco       8 x 2         Sampaio Corrêa (Brasil)

6 de maio de 2026

BEPE: INICIATIVA DE BRIZOLA FALHOU

A existência do Batalhão Especializado de Policiamento em Estádios (BEPE) perde o sentido quando os policiais responsáveis pela contenção da violência inúmeras vezes são os causadores. Após o Flamengo 2x2 Vasco, o caos nas imediações da UERJ com muita correria, brigas de torcedores e das duas torcidas contra os policiais, escancarou o óbvio: o BEPE é incapaz de oferecer segurança à população. Literalmente perdeu a razão, de ser.  

Em 1991, uma violenta pancadaria entre vascaínos e flamenguistas no Maracanazinho, durante um jogo de basquete, foi a gota d’água para a criação do Grupo Especializado de Policiamento em Estádios (GEPE), com 120 soldados do 6º Batalhão da Polícia Militar (Tijuca), sob o comando do major PM Siqueira. Iniciativa do recém-eleito governador Leonel Brizola (PDT) e do seu vice e secretário de Segurança, Nilo Batista, para combater a crescente violência com ações preventivas.

Desativado em 1995 por Marcello Alencar (PSDB), voltou em 2002 com Anthony Garotinho (PDT). No século XXI virou batalhão (BEPE), em Deodoro, libertando-se da tutela do 6º BPM, na Tijuca, para ter seu quartel, em Deodoro.

Nas décadas de 1970 e 1980, a relação entre as torcidas organizadas – bem menores e pacíficas – e policiais era mais estreita. Quando a violência aumentou, o Batalhão de Choque, no Centro, também entrou no jogo. 

Os soldados do GEPE, que tinham aulas de sociologia e boas relações humanas, iam às palestras na UERJ sobre violência, mas faziam (e fazem) o contrário nas suas ações. 

Há quem pregue que os policiais militares são os primeiros a estimular o caos, e por dinheiro: fardados, dão cassetadas e abocanham as propinas de camelôs e infratores em geral; em roupas civis, sargentos e oficiais são os proprietários das empresas de segurança contratadas para oferecer proteção, aluguel de grades nos eventos etc.

O segundo comandante do GEPE foi o major PM Marcelo Pessoa. Major Busnello e os tenentes-coronéis Luís Otávio e Fiorentini vieram depois. Busnello era linha dura, ex-BOPE: os cânticos com incitação à violência ficaram na mira ao ponto de os líderes da Força Jovem, da Jovem Fla, da Jovem Fogo, da Young Flu e outras se encontraram na Cinelândia para avaliar a situação.

A partir de 2014, com a criminalização judicial de qualquer um envolvido em tumultos perto de um estádio (para conter os hooligans ingleses na Copa do Mundo, mas eles não vieram), a “torcida organizada” mais violenta passou a ser... O BEPE! Com o monopólio da violência, muito torcedor (inocente, inclusive) foi autuado ou preso. Nas brigas o policial - protegido pela lei – também apela ao coração na distribuição das cacetadas.