22 de janeiro de 2026


 CLUBE DA MUTRETA QUER FAIR PLAY "FINANCEIRO" - 36 NOTINHAS DE RODAPÉ

Os flamenguistas andam assustados com a possibilidade de Marcos Faria Lamacchia adquirir o controle do futebol do Vasco, sendo este um dos motivos de o rival ter emplacado o fair play “financeiro” na CBF, a ser implementado nos próximos anos. Pela mesma razão, a  FlaPress ventila que pode haver conflito de interesses caso o milionário paulista leve o negócio adiante por ser enteado de Leila Pereira, a atual presidenta do Palmeiras cujo mandato acaba no fim de 2027 sem direito a reeleição.

 


No Campeonato Brasileiro de 2025 (1) o Flamengo (2), time oficial do Governo do Estado do Rio de Janeiro (3), encarou o Vasco (4) obtendo dois empates (5) na Arena Maracanã (6). Neste último (2026) ganhou por 1x0 com a ajuda do árbitro (7), como de costume (8). O time de Claudio Castro (9) é “o mais querido” (10) da SUDERJ (11), do Tribunal de Justiça (12), do Ministério Público (13), do TCE (14), do STJD (15), da Polícia Civil (16), da 45ª DP (17), do BEPE (18), da Petrobras (19), da Caixa Econômica Federal (20), do BNDES (21), do BRB (22), de firmas privadas como a Sky (23), a Klefer (24) e até do Canecão (25)!... Da Conmebol (26), da CBF (27), da FERJ (28). Isto porque, afinal, é o preferido da incansável FlaPress (29), especialmente da Globo (30) e dos ricaços cariocas (31). Assim como Sérgio Cabral Filho (32), Eduardo Paes (33) é um facilitador: vascaínos de araque. O “mais querido” é defendido pela BRAX (34), empresa de MKT da CBF\FERJ. Ultimamente, anda com novos amigos: Olaria e Remo (35) e um coirmão: o Fluminense (36), cúmplice na ocupação do Maracanã.

 

NOTINHAS

 

(1) Competição da CBF patrocinada pela mesma empresa que patrocina o Flamengo com um gordo contrato (“Brasileirão Betano”).

(2) Também conhecido como o Clube da Mutreta.

(3) Mantém sob o controle o Executivo, o Judiciário e o Legislativo do RJ.

(4) O único dos grandes cariocas que não carrega a mancha do racismo.

(5) É quase milagre que no 0x0 de 19 de abril – Dia de Santo Expedito – e no 1x1 de 21 de setembro – Dia de São Mateus – os juízes Rafhael Claus e Rafael Klein não tenham ajudado o rival.

(6) Inaugurada em 2013, com as obras superfaturadas.

(7) Bruno Arleu Araújo, o escalado pela FERJ.

(8) Desde sempre o Flamengo se favorece de arbitragens facciosas.

(9) Livrou-se da acusação de propina como vereador e vice-governador, no STF, mas outras denúncias de pilantragem começam a estourar contra ele.

(10) “O mais querido” é um slogan adotado pelo Da Mutreta em 1927, quando os flamenguistas fraudaram o resultado de um concurso de popularidade no qual o Vasco ganharia num cenário de honestidade. O golpe, em vez de envergonhá-los, virou motivo de chacota. 

(11) Autarquia loteada por prepostos do Da Mutreta desde o século XX.

(12) Absolveu de homicídio culposo, cartolas e funcionários pela morte de dez crianças durante incêndio por negligência no dormitório do rival.

(13) Foi incapaz de obter indenização justa para as famílias das vítimas da tragédia do Ninho do Urubu. Recentemente, afastou injustamente a Força Jovem por quatro jogos.

(14) Cancelou selvagemente a primeira licitação do Maracanã na véspera, assim que o Vasco anunciou, para surpresa geral, que também iria fazer uma proposta. Não vale! Para! Começa de novo! Não é maluquice... O conselheiro Marcio Pacheco, flamenguista doente, se recusou a aceitar a iminente vitória vascaína, mandou um que se dane e pronto: é o sistema.

(15) Absolveu Bruno Henrique mesmo admitindo sua picaretagem envolvendo sites de aposta online. Está sendo processado criminalmente.

(16) Ainda não conseguiu prender o assassino do vascaíno Rodrigo José Santana, baleado antes de um Vasco x Botafogo, mesmo se tratando de um bandido conhecido da Torcida Jovem do Flamengo.

(17) Os investigadores da delegacia do Recreio dos Bandeirantes foram incompetentes em colher provas que incriminassem o cartola Bandeira de Mello e outros.

(18) Ao comando do tenente-coronel Aguiar, flamenguista (mas boa pessoa, segundo dizem) costuma tratar a torcida do Vasco de forma hostil e, às vezes, criminosa.

(19) Por mais de três décadas o rival teve o luxuoso patrocínio da estatal – dinheiro de todos os brasileiros – enquanto o Vasco se virava com os “Tapetes 3B Rio” e outros. Entre 2003 e 2006 o ex-presidente Landim era o presidente da Petrobras Distribuidora (hoje, Libra), dono do maior patrocínio do rival. O clube não tinha certidões de débito CND e ele confessou ter feito “malabarismos” (sic) para liberar a grana.

(20) A mesma mamata da Petrobras com o dinheiro público.

(21) Gerente executivo do BNDES por décadas, logo após aposentar-se Bandeira de Mello virou presidente do Fla e o rival teve o patrocínio da Peugeot e da Jeep, ambas agraciadas por empréstimos do BNDES neste período, de R$ 154 milhões e de R$ 3, 2 bilhões, mas tudo não passou de simples coincidência.

(22) Mais um banco estatal, o de Brasília\DF – envolvido no escândalo do Banco Master – a patrocinar o Da Mutreta. Paulo Costa, o presidente afastado, assinou contrato de R$ 50 milhões com seu time de coração.

(23) Desde 2012, a empresa estampa sua marca na camisa dos juízes do futebol brasileiro. Tem contratos com a CBF e federações estaduais. Soa bizarro, mas o dono e ex-CEO é o atual presidente do Flamengo, Luiz Baptista, o “Bap” – O MESMO QUE PREGA O FAIR-PLAY FINANCEIRO. Também investiu uma fortuna no rival (basquete).

(24) A firma de “Bap” entrou na CBF no final da gestão do associado do Flamengo Ricardo Teixeira (banido do futebol pela FIFA por corrupção) com o negócio intermediado pela empresa de marketing do ex-presidente do clube, Kleber Leite, a Klefer. Entre amigos! José Hawilla, seu antigo parceiro da Traffic (e na Rádio Globo), ao ser preso no EUA acusou Leite de pagar propinas em negociações de patrocínio e direito de transmissão.

(25) A lendária casa de shows, na UFRJ, tem novo gestor: o consórcio Bonus – Klefer. Reabertura prevista para breve, em novo formato.

(26) Escalou o argentino Darío Herrera para a final da Libertadores-25 e este não expulsou Pulgar no primeiro tempo como deveria, por atingir a canela de um palmeirense com o jogo interrompido (agressão).

(27) Nos tempos do corrupto Teixeira, empregava dezenas de prepostos flamenguistas em todos os setores. Recentemente acolheu a facciosa proposta de fairplay “financeiro” de “Bap”. Escala juízes e a turma do VAR para gerar dano ao Vasco e favorecer o Flamengo.

(28) Desde sempre, ou desde 1906, com a Liga Metropolitana de Football (LMF), que os times da elite da zona sul mandam e desmandam na federação – LMF, LMSA, LMDT, AMEA, LFRJ, FMF, FCF e, enfim, FERJ –, com exceção da primeira parte da gestão de Eduardo Vianna, o Caixa d’Água (1984 a 2006), graças à intervenção de Eurico Miranda. Não por acaso eram os vilões da FlaPress. Não por acaso o Vasco passou a ser sistematicamente garfado – incluindo o título carioca de 2014 – com os “novos tempos” (na verdade, já era nos “velhos tempos”, só piorou).

(29) Surgiu nos anos 30 através do Jornal dos Sports, com a missão primordial de exaltar o Fla-Flu e combater o Vasco.

(30) é a vanguarda da Fla-Press, mas, ao contrário do noticiário político faccioso (à direita) da empresa\jornal, reprovado por muitos flamenguistas republicanos e democratas, quando o assunto é futebol eles ENTRAM EM MODO DEMOCRATA-DO-PRÓPRIO-UMBIGO.

(31) No passado, a maioria dos ricaços cariocas era tricolor. Hoje em dia é flamenguista, segundo o grande vascaíno João Ernesto.

(32) Diz ser vascaíno, mas prejudicou o Vasco ao demolir o Maracanã e abrir a nova “arena” à privatização permitindo a participação de clubes (ora...) no infame Consórcio Maracanã S\A (2013). A mutreta prosseguiu em 2024, com a licitação fraudulenta em favor da dupla Fla-Flu.

(33) Privatista, sempre defendeu o rival como “dono” do Maracanã e recentemente vendeu o terreno do Gasômetro, em Bonsucesso, para a construção de um estádio, ainda que seja impossível ao Flamengo, pois no contrato de licitação se compromete a fazer mais de 30 jogos por ano no Maracanã. Ou vale tudo?

(34) Negocia placas publicitárias e direitos de transmissão da TV dos jogos do Campeonato Carioca em condições vantajosas ao Flamengo, o que jamais ocorrera.

(35) O alvi-anil da zona norte foi sempre um aliado do Vasco. Não mais: o flamenguista Marcos Braz, ex-vice de futebol,  agora é o dono. Isso mesmo: comprou a SAF por R$ 25 milhões como sócio em um consórcio. Braz respondia na Justiça por morder a virilha de um torcedor num shopping bacana; também é o diretor de futebol do Remo, recém-ingressado na Série A do Brasileirão – O FAIR PLAY... VALE?   

(36) Robin, em se tratando de Gotham City.

 


JUIZ É SUSPEITO DE PILANTRAGEM

Bruno Arleu Araújo, o juiz de futebol que prejudicou o Vasco na derrota de 1x0 para o Flamengo, na última quarta-feira (21\1), o fez por ser um péssimo árbitro – suspenso duas vezes pela CBF por deficiência técnica no Brasileirão-25 – ou porque tinha a intenção de favorecer o Clube da Mutreta?


Foi estranha a expulsão do volante Barros, aos 4 minutos do segundo tempo, e uma prova está neste vídeo (ABAIXO), no qual Wesley – em outro Vasco x Flamengo apitado por Arleu – entra de sola, na maldade, no tornozelo de Vegetti e o suspeito de favorecimento puniu o carniceiro com apenas um cartão amarelo.



21 de janeiro de 2026


DIEGO SOUZA DESABAFA: COVARDIA

O ex-jogador diz que o Flamengo não precisa mais ser favorecido por juízes, sem considerar a irresistível força do hábito. Já para o técnico Fernando Diniz, a estranhíssima expulsão de Barros determinou a derrota por 1x0. 



JÁ COMEÇOU A MUTRETA?


O Flamengo acaba de ganhar roubado por 1x0 do Vasco. Dessa vez o golpe ocorreu aos 4 minutos do segundo tempo, quando Barros foi expulso num lance em que merecia um cartão amarelo no máximo. Há dúvidas sobre intenção do jogador, mas o  juiz Bruno Arleu Araújo viu maldade. Arleu que foi suspenso duas vezes pela CBF no último Campeonato Brasileiro por incapacidade técnica.

Tirou de campo o principal marcador do time do Vasco na maior cara de pau e ficou por isso mesmo.

O ex-juiz e comentarista contratado pela FlaPress – a TV Globo –, Paulo César de Oliveira, de péssima lembrança para os vascaínos, considerou justo o cartão vermelho. Paulo Nunes, outro (bom) comentarista e ex-jogador do rival, era o menos imparcial da equipe: “Não sei se foi com essa intensidade toda”...

Curiosamente, o gol foi de Carrascal, o mesmo que por pouco não quebrou perna de Fabinho, do Red Bull Bragantino, e sequer recebeu amarelo do juiz Antônio do Nascimento (o VAR nem chamou sua atenção)... A falta por trás de Barros também fez lembrar a final da Libertadores-25, quando Pulgar deveria ter sido expulso no início por agredir um atleta do Palmeiras com o jogo interrompido.

Nesses três episódios estava 0x0 (contra Vasco, Red Bull Bragantino e Palmeiras).

Nesses três os juízes mudaram o destino dos acontecimentos.

Nesses três o Flamengo venceu.

Mutreta?... Imagina! A lei é diferente para alguns. 


19 de dezembro de 2025


 VASCO x CORINTHIANS, UM GRANDE CLÁSSICO DO FUTEBOL BRASILEIRO

O Corinthians presta homenagem ao Vasco na primeira estrofe do seu hino: ao se autodeclarar “o campeão dos campeões” refere-se ao Troféu APEA, levantado em 1930, no duelo entre o campeão do Rio de Janeiro e o de São Paulo [o clube de São Januário ganharia em 1935]. Dos grandes cariocas, o Vasco é o único de origem popular – os demais surgiram da elite e carregam a mancha do racismo. Na capital paulista, o Corinthians também nasceu fundado por operários. 

Além do mais, é o único clássico do futebol brasileiro que decidiu um Mundial de Clubes da FIFA, em 2000. Havia equilíbrio até 2001, com o mesmo número de vitórias para ambos. Porém, a partir de 2002, em 51 jogos o Corinthians disparou ganhando 25 contra apenas quatro, e 22 empates. Ou seja, em 23 anos, abriu a vantagem de 21 jogos. No total – do primeiro (Vasco 2x1, em 1926) ao último (0x0, em 2025) – foram 130 confrontos, com 57 vitórias dos paulistas, 36 vascaínas e 37 empates.

Os jogos entre Vasco e Corinthians costumam arrastar grandes públicos, especialmente no Maracanã. A rivalidade aumentou a partir de 1980, quando o presidente do Flamengo Marcio Braga, por despeito a Eurico Miranda, que passou a perna nele ao repatriar Roberto Dinamite do Barcelona, resolveu inventar (com apoio da TV Globo) a Fla-Fiel – fazendo crescer a violência entre as torcidas a partir de um sistema de alianças. Brigaram muitas vezes, com mortes, porque a Força Jovem e a Gaviões da Fiel tornaram-se “inimigas”.

Em 1971, para o Corinthians 1x0 Vasco, no Parque Antarctica, reuniu-se uma das maiores caravanas, com dezenas de automóveis e “mais de cem ônibus” como relatou o Diário de Notícias: “Na saída, lotavam a Avenida Rio Branco, do Edificio Cineac à Praça Mauá”. Os corintianos resolveram brigar dentro e fora do estádio – porém, bem diferente da violência mortal a partir da década de 1990 – neste que foi o maior combate entre torcidas de estados diferentes até então (na época, as organizadas cariocas conviviam em paz). 

ARBITRAGENS 

Segundo periódicos, na final de 1930 o Corinthians foi beneficiado pela arbitragem paulista para triunfar por 3x2. Nada tão familiar... Nos últimos anos, a mesma história se repetiu com frequência, causando graves danos ao Vasco. Exemplos: no segundo tempo da final do Mundial de Clubes da FIFA de 2000, o juiz holandês Dick Jol aceitou a indicação do bandeirinha e deu um impedimento de Edmundo, que estava em condição regular e avançava cara a cara com o goleiro. Não existia VAR, terminou 0x0 e o título foi pelos ares. 

Na semifinal da Copa do Brasil de 2009, mais uma vez o juiz teve influência no destino. No caso, Heber Roberto Lopes (PR), que no jogo de ida, no Maracanã, ignorou um pênalti escandaloso em Helton. Mais um empate, no Pacaembu, e o Corinthians seguiu adiante. Em 2011, chegou ao titulo brasileiro um ponto na frente do Vasco na tabela de classificação graças aos dois jogos (0x0 e 1x1) em que o time da Colina foi brutalmente prejudicado contra o Flamengo do juiz Péricles Bassols (RJ).

Na Copa Libertadores de 2012, o Corinthians voltou a receber ajuda, quando Sandro Meira Ricci (RS) anulou um gol de Alexsandro alegando um impedimento que não existia. Enfim, favorecer o rival havia se tornado uma coisa normal, corriqueira. Em 2017, foi a vez de Elmo Resende da Cunha (GO) dar um gol de mão de Jô (derrota de 1x0). 


Alguns jogos:

Vasco 2x1 - O primeiro confronto foi um amistoso a 14 de março de 1926, no campo da Rua Paysandu, do Flamengo, por 10% da renda e taxas. São Januário estava em construção e o Maracanã não existia nem em sonho.  

Vasco 3x1 – Graças a esta vitória na semifinal, no Maracanã, o time cruzmaltino se credenciou para jogar a decisão do Torneio Rivadavia Correa Meyer de 1953 – uma nova versão da então falida Copa Rio – contra o São Paulo. 

Vasco 1x0 – Com 68.725 pagantes no Maracanã, era a final antecipada do Rio-São Paulo de 1953. Porém, na última rodada, o Vasco – um ponto na frente – perdeu para o Santos e assim o Corinthians se sagraria campeão. Neste jogo aconteceu a primeira grande caravana. Jornal dos Sports: “Invasão corintiana”  cinco mil carros já passaram na barreira interestadual e ônibus farão o mesmo de madrugada. O pau cantou em brigas. O corintianos se vingaram no mês seguinte, atacando os vascaínos na estrada após o jogo com o Santos, no Pacaembu. 

Vasco 5x2 – O retorno de Roberto Dinamite, após passagem no Barcelona, é apoteótico: faz cinco gols, diante de 107.474 pagantes. Surge a “Fla-Fiel” — na preliminar, Flamengo 3x0 Bangu. O Jornal dos Sports destaca o convívio em paz das três maiores torcidas do Brasil na época. O primeiro coro é “Roberto!”. No segundo gol, “frangueiro” para Jairo. No terceiro, João de Deus joga as calças para cima e é preso por atentado ao pudor. Noite de paz, mas, na dúvida, o placar explica: “O torcedor adversário não é seu inimigo. Ele apenas gosta de outro clube”. No quinto, os rubro-negros tinham ido embora. Dinamite jogou sua camisa para a geral, dois fãs a agarraram e coube a um PM indicar o dono. 

Corinthians 4x3 (0x0) – No mais importante jogo entre clubes brasileiros, o Vasco perde a final do I Mundial de Clubes da FIFA nos pênaltis, após o rival segurar o empate. O Corinthians chegou à decisão, no Maracanã, com um gol ilegal contra o Raja Casablanca. Deveria ser Vasco x Real Madrid. Contra os vascaínos, outro mistério: aos 34min do segundo tempo, Edmundo recebeu livre, prestes a fazer, talvez, o gol do título, Dida saiu desesperado quando o juiz holandês seguiu o bandeira uruguaio Fernando Cresci e marcou impedimento que, absolutamente, não houve.


FUTEBOL CARIOCA AINDA SEM MUNDIAL

Por 44 anos a TV Globo espalhou que o Flamengo foi campeão mundial em 1981 quando na realidade foi campeão intercontinental. Uma pressão tão intensa e duradoura que fez com que todo flamenguista – e até torcedores de outros clubes – acreditasse nesta fantasia. O clube também levou o negócio a sério, instalando uma estrela dourada sobre o escudo pela conquista fake, porque Mundial de Clubes da FIFA, oficialmente, começou em 2000. Qualquer “mundial” anterior é invencionice, não reconhecido pela entidade máxima do futebol. 

O primeiro carioca a disputar um Mundial foi o Vasco, em 2000, derrotado na final pelo Corinthians. O Flamengo tentou quatro vezes: vice em 2019 para o Liverpool e em 2025 para o Paris Saint-Germain, terceiro em 2022 e eliminado nas oitavas na Copa do Mundo deste ano. O Fluminense foi vice em 2023, derrotado pelo Manchester City e semifinalista da Copa. Já o Botafogo caiu nas quartas no Mundial de Clubes de 2024, e foi eliminado pelo Palmeiras na semifinal da Copa do Mundo-25. 

A FIFA organizou o Mundial de Clubes de 2000 como um modelo (antes, se limitava ao confronto América do Sul x Europa), dando continuidade a ele em 2005 após quatro anos de hiato. Em 2025, foi realizada pela primeira vez uma Copa do Mundo de Clubes – Botafogo, Flamengo, Fluminense e Palmeiras representaram o Brasil – que irá ser disputada de quatro em quatro anos (a próxima em 2029), além do anual “Mundial de Clubes”, que passou a ser oficialmente denominado “Copa Intercontinental”. 

Lista de todos os campeões mundiais: 

2000 – Corinthians

2005 - São Paulo

2006 – Internacional

2007 – Milan

2008 - Manchester United

2009 – Barcelona

2010 – Internazionale

2011 – Barcelona

2012 – Corinthians

2013 - Bayern de Munique

2014 - Real Madrid

2015 – Barcelona

2016 - Real Madrid

2017 - Real Madrid

2018 - Real Madrid

2019 – Liverpool

2020 - Bayern de Munique

2021 – Chelsea

2022 - Real Madrid

2023 - Manchester City

2024 - Real Madrid

2025 - Chelsea (Copa do Mundo)

2025 - PSG (Copa Intercontinental)

FLAPRESS NUNCA PERDE SEU VENENO

Surgida na década de 1930 com a missão primordial de combater o Vasco, a FlaPress está venenosa porque a presença do Vasco no Maracanã e a chance de ser campeão de uma competição nacional a perturba. Não?! Bastou o time se classificar para a final da Copa do Brasil que o site de O Globo anuncia: Robert Renan prefere enfrentar o Corinthians em São Januário. O Lance fez o mesmo com Rayan. A suposta pergunta feita aos jogadores tenta naturalizar o absurdo, ao sugerir que a grande final, entre dois clubes de massa, tivesse 19.000 espectadores num estádio pequeno isso é desejar o mal dos vascaínos. 

Os coirmãos da zona sul Fla-Flu se favoreceram da licitação decidida de véspera para usurpar o Maracanã e causar danos ao Vasco. A exclusão de um clube da zona norte de raízes populares da maior praça esportiva da cidade, em 2024, é só mais um capítulo de uma longa historia de ações elitistas naturalizadas na FlaPress.   

“Lugar de vascaíno é em São Januário”. Com este jargão, o tricolor e radialista Deni Menezes, então repórter da Rádio Globo, induziu mais de uma geração de vascaínos a crer que o velho estádio era o “único” legítimo, raiz, afinal o mesmo jamais teve a preocupação de ampliar o jargão: “Lugar de vascaíno é no Maracanã ou qualquer estádio”... 

No final da década de 1980 e início dos anos 90, o público sumiu do Maracanã, obrigando os times a atuarem em estádios menores: o Flamengo na Gávea, o Fluminense em Laranjeiras e o Botafogo no Caio Martins, em Niterói. Quando houve um retorno gradual ao templo – mesmo com jogos deficitários – o Vasco de Eurico Miranda resolveu ficar em São Januário, transformando-o no palco dos melhores jogos. talvez, o maior erro do ex-presidente.