2 de maio de 2026

FLA PRESSIONA CBF PARA ESCALAR  JUIZ PREDILETO

O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, não crê na imparcialidade dos juízes de futebol, tanto que contratou especialistas em scout para identificar e monitorar os árbitros que se encaixam  nas necessidades do time. Se o cartola sabe quem são eles e mantém uma relação quase de parceria com o atual presidente da CBF, Samir Xaud, é natural imaginar que a entidade sofra pressão para escalar os prepostos do clube que pode tudo, o Clube da Mutreta.

Por acaso (ou não?!) o Flamengo já foi beneficiado em ao menos sete jogos nessa temporada, pelo Campeonato Carioca, Brasileirão-26 e Copa Libertadores. O disparate não chama tanta atenção pública porque é normal, acontece todos os anos. 

Os comentários de Bap sobre scout de juiz, feitos à Fla TV, não o constrangeram.

Jactou-se: “A gente avalia os árbitros. Como é que apitam para o time da casa e para o visitante, os critérios que usam. Sabemos exatamente quem é o melhor para apitar um jogo do Flamengo no Maracanã ou fora”.

Sobre Samir Xaud, a quem Bap apresentou uma estranha versão de “fair play financeiro”, rasgou elogios: “Quando eu vejo a equipe que chegou à CBF, que tinha um certo descrédito do Flamengo, eles fizeram mais em seis meses do que nos últimos cinco anos”.

CONEXÃO PARAGUAI

A preocupação com arbitragem não se limita à FERJ e à CBF. O Flamengo contratou o diretor de competições da CONMEBOL, Fred Nantes, para se tornar o CEO do Maracanã – a arena usurpada pelos coirmãos Fla-Flu graças a uma licitação fraudulenta: sem fair-play!

Por acaso, pura coincidência mesmo, na final da Copa Libertadores-25 (Flamengo 1x0 Palmeiras) o juiz argentino Darío Herrera não expulsou o desleal Pulgar logo no começo, por agressão a um adversário com o jogo interrompido.

Nesta mesma competição, o Da Mutreta obteve algo que reflete seu prestígio: contra o Estudiantes, o juiz colombiano André Rojas expulsou Plata, mas a CONMEBOL cancelou punição e ainda puniu o árbitro, botando-o na geladeira.

Na Copa da Libertadores-26, voltou a ser favorecido.


JUIZ SUSPEITO NO CLÁSSICO DOS MILHÕES

É possível que na cartilha de scout do Flamengo os três preferidos para enfrentar o Vasco neste domingo (3\5) sejam Wilton Pereira Sampaio (GO), Anderson Daronco (RS) e Wagner do Nascimento Magalhães (RJ), todos habituados a agredir o time vascaíno (e sua torcida) com arbitragens facciosas, às vezes indecentes. Enfim, o escolhido pela CBF foi o primeiro deles.

Wilton Pereira Sampaio já prejudicou o Vasco em 2026, ao anular um gol legítimo marcando uma falta de Nuno Moreira que não aconteceu, no empate em 1x1 com a Chapecoense, num lance indiscutível, arrancou dois pontos do time na tabela do Brasileirão-26.

Bem cotado da planilha de scout ou não, o fato é que Wilton Pereira Sampaio prejudicou o Vasco em várias partidas.

Algumas:

VASCO 1X2 CORINTHIANS (2025) – Na final da Copa do Brasil, não cometeu erro grave, mas amarrou o jogo sem punir com rigor a cera escandalosa do adversário.

FLUMINENSE 2X1 VASCO (2024) – Não deu pênalti para o Vasco (mão de Manoel) e deixou de expulsar Ganso, por agredir um vascaíno e isolar a bola para longe já tendo cartão amarelo.

PALMEIRAS 1X0 VASCO (2023) – Anulou um golaço legal de Paulinho quando estava 0x0. VAR traçou a linha errada. Depois a CBF se desculpou...

VASCO 0X0 BAHIA (2021) – Não expulsou Gregory por falta dura em Benítez, mas num lance parecido tinha expulsado Castán. A CBF admitiu o erro.

CORINTHIANS 1X0 VASCO (2018) – Não marcou dois pênaltis claros, em Marrony e Kelvin, segundo o ex-juiz Sálvio Spínola, na ESPN. O técnico Alberto Valentim foi tirar satisfação. No final, ele ouviu do presidente Alexandre Campelo: “Juiz caseiro do caralho!”.


Foto: Terra - a  SKY, estampada na camisa de Sampaio, teve como CEO por mais de duas décadas Luiz Baptista, o BAP, o atual presidente do Flamengo.

PARAMOUNT DÁ RASTEIRA NA FLAPRESS

Na vitória do Vasco por 3x0 sobre o Olímpia, do Paraguai, pela Copa Sul Americana, na noite da última quinta-feira (30\4) em São Januário, o mais chocante não foi o golaço de Pumita e sim a atuação da equipe do canal a cabo Paramount, de longe a melhor transmissão por TV de um jogo do Vasco em muitos anos. 

Como a Paramount transmitiu a partida com exclusividade, muitos vascaínos (mal) acostumados a serem maltratados nas transmissões da Flapress (TV Globo, SPORTV, etc) foram surpreendidos. A equipe formada pelo narrador Marcelo Hazan, a comentarista Marília Ruiz e a repórter Monique Cardone deu show de competência.

O assunto repercutiu positivamente nas redes sociais vascaínas e não seria para menos, com a transmissão  humanizada pela inclusão das manifestações da torcida. Para quem assistia na TV, deu brilho ao espetáculo. 

A equipe da Paramount não questionava se aquele Vasco não era o titular ou se o estádio não tinha lotado.

“Estamos recebendo mensagens do Maranhão, do Piauí, de todo lado. A torcida do Vasco é gigantesca, em todo o Brasil”, dizia Hazan ao vivo. 

O cinegrafista caprichava em closes da torcida vascaína.

Exaltavam as conquistas: “tricampeão sul americano: em 1948 campeão dos campeões sul americano, em 1998 da Libertadores, em 2000 da Mercosul e agora falta a Copa Sul Americana”. Assim, valorizavam a competição e o produto à venda. 

Marcelo Hazan narrou como se na Força Jovem estivesse, tudo adquiria novas cores: 

“Leonardo Jardim repõe a bola e lá estão eles cantando, os Loucos da Saída três”... “O jogo está para acabar, agora é o tema da vitória, sempre cantam assim nos momentos finais; o Vasco é minha vida, sua história vamos honrar”... “Bola com Marino, avança e perde”... “Nunca vão entender esse amor!”.

Quase no final anunciou o próximo jogo (2\5), “um grande clássico nacional no qual o Flamengo não perde há 13 jogos”. Sem alarde, sem olhos esbugalhados. E só.

Os comentários de Marília Ruiz eram pertinentes e respeitosos. Não sei o clube do coração deles, isso nem importa, porque são a prova de que a apaixonada torcida vascaína merece muito mais do que recebe da sinistra Flapress.

FLAPRESS: HISTÓRIAS SEM PÉ NEM CABEÇA

No Vasco 1x2 Botafogo pelo Brasileirão-26, o SPORTV, canal a cabo da FlaPress, era representado pelo locutor tricolor Luís Carlos Júnior, pelo comentarista e ex-craque Júnior e pelo ex-juiz Paulo César de Oliveira. Os três cometeram um grave engano ao “exigir” a expulsão de Saldívia, em uma disputa de bola na qual Matheus Martins desabou.

O beque vascaíno nem tocou em Matheus Martins e este simulou como um canastrão. Deveria receber o cartão amarelo e não ao contrário, daí que o comandante do VAR, Rodrigo Ferreira, nem recomendou a revisão. 

No estádio o público ter achado que foi para vermelho é uma coisa, como os cartolas do Botafogo que até ameaçaram ir protestar na CBF. Mas os da FlaPress, podendo rever o lance inúmeras vezes, sei lá. 

O lance foi discretamente excluído do vídeo da Globoplay com os "principais lances" do clássico.

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No Fla-Flu (os usurpadores da Arena Maracanã graças a uma licitação fraudulenta) um ótimo repórter do SPORTV acabara de entrevistar Paquetá quando pintou o ato falho: “Obrigado pela vitória”... 

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O comentarista Zinho, torcedor do Flu e ex-jogador do Fla, despejou mágoa e ignorância na ESPN: “Deu B.O. na venda da Vasco SAF, eu avisei! Tomar o remédio amargo que o Flamengo (sic) tomou eles não querem. Eu tenho um valor a receber e vão me pagar em dez anos, sem juros. Todo castigo é pouco”.

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Um dia Magno Alves, ex-Fluminense, foi entrevistado no SPORTV. Isso tem mais de década. Conversa vai, conversa vem e surge o assunto dos cinco gols dele no 6x1 contra o Santa Cruz, pelo Brasileirão-2000. Um dos dois entrevistadores lembrou que Roberto Dinamite também marcou cinco, em 1980. Magno Alves chutou: “Mas não foi no Maracanã, como eu. É diferente, né?”. Daí que os entrevistadores tiveram a suprema cara de pau de não informar que o Vasco 5x2 Corinthians de 1980 foi no Maracanã, com 107.474 pagantes (130.000) e craques em ação: Dinamite, Sócrates etc... Na preliminar, Flamengo 3x0 Bangu – aí surgiu a ‘Fla-Fiel’. Já o Flu 6x1 Santinha foi uma pelada para 11.660 pagantes.

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Ponta de lança da FlaPress, o LANCE cobriu a final da Copa MERCOSUL de 2000, Palmeiras 3x4 Vasco, a virada mais incrível da história do futebol mundial, de 0x3 no primeiro tempo para 4x3 com um a menos e na casa do adversário. Fabio Mazzitelli (da sucursal paulista), talvez descendente de italianos, talvez palmeirense, talvez inconformado, deu as notas 4 para Odvan, 6 para Juninho, 8 para Romário etc...

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"Trabalhar lá [na TV Globo] e não torcer para o Flamengo ou para o Corinthians te deixa vulnerável (...)”,  constatou a repórter e vascaína Carol Barcellos. Como não dar razão a ela depois que a ótima apresentadora do “RJ 1”, no Peru, para ver o seu Flamengo na final da Libertadores, surgiu em uma roda de torcedores cantando que “ia dar porrada na torcida vascaína”? Depois, se desculpou.

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A Globoplay lançou agora o documentário “Artilheiros do @spotv, com os maiores do Brasileirão”. Dos quatro principais, três fizeram a maioria de seus gols pelo Vasco, clube que os revelou e onde encerraram as carreiras: Roberto Dinamite, Romário e Edmundo. Porém, a capa do produto ignora Dinamite (o maior de todos, com 190), mas tem Dario (127), com a camisa do Atlético-MG, Zico (135, o sexto), com a do  Flamengo – o “episódio 1” – e Romário e Bebeto (ex-Vasco) com a da Seleção Brasileira. Não é  acaso: é manipulação.

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Também na Globoplay, no documentário sobre Eurico Miranda, faltam partes marcantes da vida do cartola. Um (bom) repórter da TV Globo diz: “Antes do Eurico, Fla e Flu eram os maiorais”. Mas se omitiu ao não dizer que isso era em campo (e nos tribunais), já que os mais populares sempre foram Vasco e Flamengo. O diabo está nos detalhes... 

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E tantas e tantas outras.

COMO A FLAPRESS ACABOU COM O BOM HUMOR DE CHICO ANÍSIO


PRESSÃO NO JUIZ (2004)

O jogo de futebol do domingo, no Rio, ao mesmo tempo em que deu o título ao Flamengo, nos mostrou com maior claridade duas coisas: a primeira, que o Vasco jogou contra o Flamengo, como eu sempre supunha e não contra o Felipe, como imaginava a nossa crítica esportiva. (...) A segunda coisa foi melancólica, porque eu me acostumei a comentar jogos desde os 17 anos de idade e sempre fiz o máximo para não deixar interferir nos meus comentários minha preferência por um clube ou pelo outro. E sempre consegui. Nesta semana de uma final surgiram coisas que foram faladas, prometidas, ameaçadas etc. (...) Fernando Calazans e Maurício Prado, dois cronistas do Flamengo que recebem um salário do jornal "O Globo", incitando o árbitro contra os defensores do Vasco, colocando as coisas de modo que à primeira falta sobre o Felipe fosse dado um cartão amarelo e, posteriormente, o vermelho. (...) O Flamengo venceu, o Vasco teve um jogador expulso (por causa do Felipe), mas os dois cronistas rubro-negros do "Globo", são, para mim, figuras espúrias porque apesar de não serem mais crianças, ainda não aprenderam a ter um bom comportamento de adulto. O que eles fizeram foi coisa de meninos sem responsabilidade; se eles não são isso, já sei o que são: pífios. Quanto à transmissão do Galvão Bueno, ele poderia ser mais honesto e vestir uma camisa do Flamengo. Ary Barroso fazia isso e era genial. É melhor ser francamente torcedor de um time do que ser do tipo desses”. (CHICO ANÍSIO)

22 de abril de 2026

EM 2026, JUÍZES ATACARAM EM NOVE JOGOS

O Vasco disputou 24 jogos na temporada e foi prejudicado pela arbitragem em nove, situação espantosa que se repete a cada ano. No Cruzeiro 3x3 Vasco, no Mineirão, o presidente Pedrinho foi cobrar - com educação - Paulo Torezín por não ter expulsado um atleta cruzeirense que quase quebrou a perna de Tchê-Tchê, não assinalar dois pênaltis e dar 11 minutos de acréscimos. O tipo estranho rabiscou na súmula que foi chamado de “arrogante, prepotente e soberbo”, o caso foi parar no STJD e Pedrinho acabou suspenso por 15 dias. 

Ou seja: vitória roubada e o clube punido.

Na última terça-feira (21\4), no Paysandu 0x2 Vasco, a história se repetiu com figurinhas carimbadas. Nos minutos finais, Ramon Abatti Abel anulou um gol regular de Nuno Moreira, após ser orientado a rever a imagem na telinha por Daiane Muniz (SP), a responsável pelo VAR. Os dois inventaram uma falta de Brenno na construção do lance, que nem os jogadores adversários reclamaram.

Ramon Abatti Abel (FOTO) - um dos três árbitros brasileiros que irão à Copa do Mundo – causou danos ao Vasco pelo menos duas vezes contra o Palmeiras, enquanto Daiane Muniz sempre trama alguma coisa desagradável. Curiosamente, Abatti chegou a ser afastado pela CBF em 2025 por incompetência.   

O “time dos juízes picaretas” escala dois ponteiros abertos – os bandeirinhas –, um em cada extremidade, e um meio de campo que decide no lampejo: os do VAR (o responsável, o supervisor e mais dois na telinha). A defesa é exemplo de solidez: os soldados da Polícia Militar. Contra o Cruzeiro, tacaram gás pimenta em Pedrinho espantando-o da grande área. 

A temporada 2026 de ataques teve início com BRUNO ARLEU ARAÚJO (RJ). Também fizeram jogadas infames WILSON PEREIRA SAMPAIO (GO), DAVI DE OLIVEIRA LACERDA (ES), LUCAS COELHO DOS SANTOS (RJ), WAGNER DO NASCIMENTO (RJ) – duas vezes -, HERNÁN HERAS (URUGUAI) e, lógico, LUCAS TOREZIN (PR) e RAMON ABATTI ABEL (SC). 

Bruno Arleu Araújo, no Vasco 0x1 Flamengo, pelo Campeonato Carioca, expulsou Barros de estalo em lance de cartão amarelo. Logo depois saiu o gol, pelo meio da defesa onde Barros estaria (há denúncias de fraude nesta competição sendo investigada pela Polícia Civil).  

No Campeonato Brasileiro, o “eficiente” Wilson Pereira Sampaio – prejudica o Vasco desde sempre – anulou um gol de Nuno Moreira por falta no goleiro que não houve, no empate em 1x1 contra o Chapecoense. No Vasco 2x1 Grêmio, um adversário pisou de propósito na mão de Thiago Mendes com o jogo paralisado e, na regra, agressão é cartão vermelho, mas Davi de Oliveira Lacerda (e os do VAR) levou na esportiva. 

No 0x0 com o Madureira, Lucas Coelho Santos botou na cabeça que o pênalti em Andréz Gómez no segundo tempo não foi pênalti e ficou por isso mesmo. 

Wagner do Nascimento ignorou a regra 14 em disputa de pênaltis contra o Fluminense, na semifinal do Carioca: uma cobrança deveria ser repetida (talvez não mudasse a história). Nascimento voltou a interferir no Vasco 1x2 Botafogo, ao não expulsar Barboza por cotovelada em Andrés Gómez e inverter uma falta em Barros, sendo que exatamente na sequência o rival virou o jogo. 

Já no Vasco 1x2 Audax Italiano, do Chile, pela Copa Sul Americana, o uruguaio Hernán Heras expulsou JP por dois cartões amarelos só para se fingir de louco, aos 34 minutos do primeiro tempo. Infelizmente, não foi embora de São Januário dentro de um camburão.  


foto: César Greco


LITERATURA: VASCO É O ETERNO CAMPEÃO

O VASCO DA GAMA já está escalado para o Campeonato Brasileiro de Literatura, que terá início em data indefinida, mas na certa é o grande favorito ao título – na verdade, hors concours – segundo escritores da Academia Brasileira de Letras (ABL) que preferem o anonimato.

VASCO1. Ferreira Goulart; 2. Rachel de Queiroz, 3. Rubem Fonseca, 4. Sérgio Cabral e 6. João Ubaldo Ribeiro; 5. João do Rio, 8. Aldir Blanc e 10. Millor Fernandes; 7. Paulo Coelho (FOTO), 9. Lima Barreto e 11. Carlos Drummond de Andrade. Técnico: Nei Lopes. 

Revelação: José Roberto de Castro Neves, eleito em 2025 titular da cadeira 26 da ABL.

“E viva, viva o Vasco: o sofrimento/há de fugir, se o ataque lavra um tento./Time, torcida, em coro, neste instante,/Vamos gritar: Casaca! ao Almirante,/E deixemos de briga, minha gente./O pé tome a palavra: bola em frente”. (Carlos Drummond de Andrade).