2 de março de 2026


FLU NÃO ENGOLE SEU PASSADO RACISTA

No empate deste domingo (1x1), na Arena Maracanã, torcedores do Fluminense Football Club - fundado por um inglês, filho mimado de um diplomata – resolveram debochar dos vascaínos presentes. A pequena torcida do clube da zona sul – segundo pesquisas a 12ª maior do Brasil –, cuja história contém a mancha suja do racismo, levantou esta faixa: “O herói de vocês matou, escravizou e colonizou”. Os branquinhos que lançaram esta provocação não foram impedidos pela Polícia Militar.

Durante décadas a torcida do Fluminense foi chamada de “torcida de veado” em coro no Maracanã. Hoje, homofobia é crime. É proibido. Vetado. Mas ela – os branquinhos da zona sul, filhos da elite carioca - se julga no direito de ofender os vascaínos.

Racista desde a fundação, em 1902, não por acaso o primeiro jogador titular de cor negra só foi emplacar em medos da década de 1930, com o profissionalismo.

Paulo César Caju quando era criança e jogava no Fluminense pode sentir na pele o racismo do clube dos fidalgos, ao ser proibido de ingressar pela entrada social como seus colegas brancos (VIDEO).  

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