Surgida na década de 1930 com a missão primordial de combater o Vasco, a FlaPress está venenosa porque a presença do Vasco no Maracanã e a chance de ser campeão de uma competição nacional a perturba. Não?! Bastou o time se classificar para a final da Copa do Brasil que o site de O Globo anuncia: Robert Renan prefere enfrentar o Corinthians em São Januário. O Lance fez o mesmo com Rayan. A suposta pergunta feita aos jogadores tenta naturalizar o absurdo, ao sugerir que a grande final, entre dois clubes de massa, tivesse 19.000 espectadores num estádio pequeno isso é desejar o mal dos vascaínos.
Os coirmãos da zona sul Fla-Flu se favoreceram da licitação decidida de véspera para usurpar o Maracanã e causar danos ao Vasco. A exclusão de um clube da zona norte de raízes populares da maior praça esportiva da cidade, em 2024, é só mais um capítulo de uma longa historia de ações elitistas naturalizadas na FlaPress.
“Lugar de vascaíno é em São Januário”. Com este jargão, o tricolor e radialista Deni Menezes, então repórter da Rádio Globo, induziu mais de uma geração de vascaínos a crer que o velho estádio era o “único” legítimo, raiz, afinal o mesmo jamais teve a preocupação de ampliar o jargão: “Lugar de vascaíno é no Maracanã ou qualquer estádio”...
No final da década de 1980 e início dos anos 90, o público sumiu do Maracanã, obrigando os times a atuarem em estádios menores: o Flamengo na Gávea, o Fluminense em Laranjeiras e o Botafogo no Caio Martins, em Niterói. Quando houve um retorno gradual ao templo – mesmo com jogos deficitários – o Vasco de Eurico Miranda resolveu ficar em São Januário, transformando-o no palco dos melhores jogos. talvez, o maior erro do ex-presidente.

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