5 de dezembro de 2025

 



DESEMBARGADOR QUE LIBEROU REFIT ENVOLVIDO NA TRAMOIA DO MARACANà


Interditada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), a REFIT, antiga Refinaria de Manguinhos a maior sonegadora de impostos do Brasil foi liberada no dia 27 de novembro pelo desembargador Guaraci de Campos Vianna (FOTO), a mando do governador Claudio Castro. Além do apreço por postos de gasolina, os dois têm em comum a paixão pelo Flamengo: Guaraci participou da licitação (fraudulenta) do Maracanã. No primeiro caso, a farra deles acabou no dia seguinte (28-11), com a deflagração da Operação Poço de Lobato, pela Receita Federal: a refinaria suja como pau de galinheiro lava dinheiro, finge que refina e comete outros crimes.

Sócio proprietário e ex-membro do Conselho Deliberativo do Flamengo, Guaraci foi acusado em 2023 de desvio de conduta pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ao favorecer interesses privados, especialmente do Flamengo e da Fetranspor. No HD do computador dele havia uma lista de pareceres jurídicos favoráveis ao clube, em relação à licitação do Maracanã e a contratos com Adidas, Ambev, Caixa Econômica Federal e outros.

Prestar consultoria para entidades privadas com demandas na Justiça é proibido pela Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN) e pelo Código de Ética da Magistratura. Guaraci não precisou ser afastado, ao contrário do que houve em 2019, quando o CNJ o investigou por corrupção, incluindo a concessão de seis liminares em plantões judiciais. Entre os casos, a prisão domiciliar a dois acusados de exploração sexual procurados pela Interpol, que estavam foragidos. O magistrado se voluntariou para julgar este caso, algo que jamais fizera em sua longa carreira.

Desembargadores temem pouco, afinal, a pena mais grave num processo disciplinar do CNJ é a aposentadoria, sem prejuízo financeiro. Outras são advertência ou transferência para outro fórum. Enquanto Guaraci agia em favor da REFIT Claudio Castro se divertia em Lima, Peru, vendo seu time, da arquibancada, ser favorecido pelo juiz escalado pela CONMEBOL na final da Copa Libertadores da América.

BOMBA DE GASOLINA

A REFIT deve mais de R$ 30 bilhões em impostos, especialmente para os Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. De acordo com a Operação Poço de Lobato, ela e empresas associadas usam importadoras, distribuidoras, postos de gasolina, fintechs e paraísos fiscais para limpar dinheiro sujo, possivelmente originário do Comando Vermelho, do PCC ou outras organizações criminosas.

Segundo o ex-governador Anthony Garotinho, a REFIT não refina gasolina há 15 anos. A tramoia abrange toda a cadeia de combustíveis, da importação à comercialização no varejo. Para movimentar (e ocultar) o dinheiro das fraudes, utilizava uma rede com mais de 50 fundos de investimentos sediados em paraísos fiscais, como Delaware (EUA), para mascarar a origem da grana e dificultar o rastreamento.

Dono da REFIT desde 2008, Ricardo Magro foi advogado de Eduardo Cunha quando este era o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, tendo deixado a função em 2013 para se dedicar apenas à refinaria “fake” de Manguinhos – nunca passou uma gota de combustível refinado em sua torre de operação – usa a planta exclusivamente para lavar combustível importado, que chega ao país ilegalmente e é distribuído a postos de “bandeira branca” sem pagamento de impostos nem nos portos, nem nos postos.

Magro foi flagrado almoçando num restaurante em Nova York com Claudio Castro e o secretário de Fazenda do Rio de Janeiro, Juliano Pasqual, o qual teria sido indicado por ele (e outros na gestão de Castro) segundo Garotinho. Estranhíssimo, em se tratando do maior sonegador do Estado e do Brasil. 

Em 2016, o dono da REFIT chegou a ser preso na Operação Recomeço, da Polícia Federal, quando esta investigava desvios de recursos em fundos de pensão. Foragido, na lista da Interpol, se entregou. Hoje ele reside em Miami (EUA), numa mansão de milhões de dólares e usa o Brasil para dar seus pulos.



NINHO DAS MORTES: A FALÊNCIA DA JUSTIÇA


Uma coincidência marcou os títulos do Flamengo da Libertadores de 2019 e 2025: no primeiro, o incêndio na concentração improvisada no CT Ninho do Urubu tirou a vida de dez adolescentes e causou lesões graves em três. Os sobreviventes conheceram o horror. Seis anos depois, o juiz Tiago Fernandes de Barros, a 36ª Vara Criminal do TJRJ, sem pudor, livrou a cara dos 11 acusados de “incêndio culposo qualificado” (homicídio culposo). Intrigado com o desfecho dessa dupla traição às vítimas e seus familiares – pelo clube e pelo Estado – O MEU VASCÃO recorreu à Inteligência Artificial do GOOGLE.

Quatro países na pesquisa: Inglaterra, França, Alemanha e China. Em todos, a punição seria rigorosa aos clubes e seus dirigentes, especialmente na terra de Confúcio, com a prisão preventiva inevitável. Esportivamente, penas severas, nem tanto na Budesliga. Clube que mata dez crianças, em qualquer lugar, perde o patrocinador (estatal). Por muitíssimo menos, a japonesa Nissan rescindiu contrato com o Vasco, em 2013, devido a uma briga de torcida, sem mortes, na qual os vascaínos eram visitantes, estavam em minoria e se defenderam.

NO CASO BRASILEIRO, É UM CRIME SEM CRIMINOSOS... Por envolver o “mais querido” pela FlaPress, aquele que tudo pode, acima das leis e das regras.

Em outubro de 2025, Tiago Fernandes de Barros absolveu sete envolvidos. Antes já tinha favorecido quatro réus, incluindo o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello – não foi absolvido, mas, pela idade avançada, livrou-se da pena. Segundo o magistrado, a Polícia Civl reuniu provas ruins, enquanto o Ministério Público formulou errado a denúncia.

A nota dos parentes: “Grave afronta à memória das vítimas”. Já a Promotoria, inconformada com a sentença, recorreu: “(...) em 106 páginas, demonstraram de forma detalhada, com base em laudos técnicos, documentos oficiais e depoimentos de testemunhas, que a tragédia foi consequência de falhas estruturais e administrativas bem conhecidas e ignoradas (...). O MP não se limitou a apontar irregularidades, mas comprovou o nexo causal entre as omissões dos gestores e o resultado fatal”.


O que seria do LIVERPOOL se dez jogadores adolescentes ingleses fossem mortos dentro da concentração precária do clube, de madrugada, em um incêndio por omissão?

CONSEQUÊNCIAS LEGAIS E CRIMINAIS - O clube e seus diretores seniores seriam alvo de extensas investigações policiais e judiciais por homicídio culposo (involuntário) e lesão corporal grave por omissão e negligência. A falta de licenças de funcionamento válidas e as condições de alojamento inadequadas resultariam em acusações criminais para os responsáveis.

CONSEQUÊNCIAS FINANCEIRAS - O clube enfrentaria ações civis movidas pelas famílias das vítimas, resultando em indenizações milionárias. Além disso, haveria multas impostas pelas autoridades governamentais e possíveis perdas de receita de patrocinadores e parceiros que desejariam se distanciar da imagem negativa do clube.

CONSEQUÊNCIAS ESPORTIVAS - O clube poderia sofrer sanções de órgãos reguladores do futebol, como a Football Association (FA) ou a Premier League. Isso poderia incluir multas, perda de pontos, proibição de registro de novos jogadores da base ou até mesmo rebaixamento, dependendo da gravidade da negligência e das regras específicas da liga inglesa.

CONSEQUÊNCIAS DE IMAGEM E REPUTAÇÃO - A tragédia geraria uma condenação pública e da mídia global, manchando irrevogavelmente a reputação do clube. O clube enfrentaria intensa pressão da opinião pública, de torcedores e de grupos de direitos humanos por justiça e reformas sistêmicas no futebol de base.

CONSEQUÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS - O impacto mais profundo seria a perda irreparável das vidas dos jovens, causando dor incomensurável às famílias e à comunidade do clube. A tragédia levaria a um luto coletivo e a debates sobre a segurança e o bem-estar dos jovens atletas em centros de treinamento. 

Com base em casos reais, como o incêndio no CT do Flamengo em 2019, que resultou na morte de dez jovens, as investigações destacaram falhas sistêmicas e negligência, com o clube ciente dos riscos e das condições precárias das instalações. As consequências no Brasil incluíram longas batalhas judiciais por indenizações e processos criminais (embora os réus tenham sido absolvidos em primeira instância recentemente). Em um contexto inglês e com a maior visibilidade global do Liverpool, a pressão por responsabilização e justiça seria ainda mais intensa, dada a atenção a tragédias anteriores como a de Hillsborough, que resultaram em grandes mudanças na segurança dos estádios. 


O que seria do BAYERN DE MUNIQUE se dez jogadores adolescentes alemães fossem mortos dentro da concentração precária do clube, de madrugada, em um incêndio por omissão?

RESPONSABILIDADE CRIMINAL - Dirigentes e funcionários do clube poderiam enfrentar processos por homicídio culposo (quando não há intenção de matar) ou outros crimes relacionados à negligência e omissão, dependendo da legislação alemã. No caso do Flamengo, todos os réus foram absolvidos em primeira instância na esfera criminal, mas isso gerou grande revolta e pode ser revertido em instâncias superiores.

RESPONSABILIDADE CIVIL E FINANCEIRA - O clube seria obrigado a pagar indenizações substanciais às famílias das vítimas por danos morais e materiais, além de pensões vitalícias. O Bayern de Munique também teria que arcar com custos judiciais significativos. O Flamengo firmou acordos de indenização com todas as famílias, com valores que chegaram a milhões de reais por família, além de pensões mensais [para o clube, migalha].

IMPACTO NA IMAGEM E REPUTAÇÃO - A imagem do clube seria severamente manchada globalmente, enfrentando críticas intensas da mídia, torcedores e patrocinadores. A pressão pública exigiria transparência e mudanças imediatas na gestão e infraestrutura.

CONSEQUÊNCIAS ESPORTIVAS E ADMINISTRATIVAS - Embora punições esportivas diretas (como perda de pontos ou rebaixamento) possam não ser automáticas, a pressão externa e interna poderia levar a mudanças na diretoria, demissões de funcionários e reavaliação de todos os procedimentos de segurança e alojamento da base.

MUDANÇAS ESTRUTURAIS E LEGAIS - A tragédia provavelmente levaria a uma revisão rigorosa das leis e regulamentos de segurança para centros de treinamento na Alemanha e, talvez, em toda a Europa, garantindo que instalações precárias, como contêineres adaptados, não sejam mais utilizadas para alojamento de jovens atletas. Em resumo, a tragédia geraria um escândalo de grandes proporções, com sérias consequências legais e financeiras, além de um dano irreparável à reputação do clube, forçando mudanças profundas em sua operação.


O que seria do OLYMPIQUE LYON se dez jogadores adolescentes franceses fossem mortos dentro da concentração precária do clube, de madrugada, em um incêndio por omissão?

CONSEQUÊNCIAS LEGAIS E JUDICIAIS

INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS - Autoridades francesas (polícia, Ministério Público) iniciariam imediatamente investigações para apurar as responsabilidades penais pela tragédia. Dirigentes, engenheiros e responsáveis técnicos do clube poderiam ser indiciados por crimes como homicídio culposo (por omissão ou negligência).

PROCESSOS CÍVEIS - As famílias das vítimas e os sobreviventes (se houver) entrariam com ações cíveis exigindo indenizações por danos morais e materiais. O clube seria processado por responsabilidade civil, buscando reparação financeira pelos danos causados.

BLOQUEIO DE BENS - A Justiça poderia determinar o bloqueio de ativos financeiros do clube como garantia para o pagamento de eventuais indenizações.

PUNIÇÕES ADMINISTRATIVAS - As autoridades locais, a Federação Francesa de Futebol (FFF) e a Liga de Futebol Profissional (LFP) poderiam aplicar sanções administrativas ao clube, como interdição do centro de treinamento, multas e, em casos extremos de irregularidades graves e sistêmicas, até mesmo rebaixamento de divisão ou perda de pontos (embora isso seja menos comum do que as ações cíveis e criminais). 

CONSEQUÊNCIAS FINANCEIRAS

INDENIZAÇÕES MILIONÁRIAS - O clube teria que arcar com o pagamento de indenizações vultosas às famílias das dez vítimas e de quaisquer sobreviventes. No caso do Flamengo, as indenizações pagas às famílias foram de valores significativos, mesmo com longas batalhas judiciais [para o clube, migalha].

CUSTOS COM PROCESSOS - O Lyon enfrentaria altos custos com honorários advocatícios e despesas judiciais decorrentes das múltiplas ações na justiça.

PREJUÍZOS COMERCIAIS - Patrocinadores e parceiros comerciais poderiam rescindir contratos ou suspender pagamentos, devido à imagem negativa associada à tragédia. 

CONSEQUÊNCIAS DE IMAGEM E SOCIAIS

DANO IRREPARÁVEL À IMAGEM - O clube sofreria um dano de imagem imensurável e duradouro, com críticas da mídia, torcedores e opinião pública sobre a negligência e as condições precárias de suas instalações.

PROTESTOS E PRESSÃO PÚBLICA - Haveria grande comoção social e pressão pública por justiça e responsabilização dos culpados.

IMPACTO NO ELENCO E FORMAÇÃO - A tragédia teria um impacto psicológico devastador sobre os jogadores, funcionários e a comunidade do clube. A reputação da base do clube, uma de suas forças históricas, seria severamente afetada. Em resumo, as consequências seriam catastróficas em múltiplas frentes, com o clube enfrentando um escrutínio intenso e a necessidade de lidar com as ramificações legais e éticas da tragédia por muitos anos. 


O que seria do DALIAN YINGBO se dez jogadores adolescentes chineses fossem mortos dentro da concentração precária do clube, de madrugada, em um incêndio por omissão?

INVESTIGAÇÃO CRIMINAL - Autoridades chinesas iniciariam uma investigação criminal imediata. Dada a descrição de "concentração precária" e "omissão", os diretores e responsáveis pelo clube provavelmente seriam acusados de negligência criminal. Em casos de segurança anteriores na China com múltiplas vítimas, houve prisões e condenações à prisão.

RESPONSABILIDADE CIVIL E INDENIZAÇÕES - O clube enfrentaria processos civis das famílias das vítimas por danos morais e materiais. O Dalian Yingbo seria obrigado a pagar indenizações substanciais. No caso do Flamengo, o clube fechou acordos de indenização com as famílias das vítimas no valor de milhões de reais [para o clube, migalha].

IMPACTO NA IMAGEM E REPUTAÇÃO - A tragédia teria um impacto devastador na imagem pública do clube, resultando em intensa pressão da mídia e da sociedade, o que poderia afetar patrocinadores, torcedores e o futuro do clube.

SANÇÕES ESPORTIVAS E ADMINISTRATIVAS - A Associação Chinesa de Futebol (CFA) poderia impor sanções disciplinares, como multas pesadas, perda de pontos, rebaixamento ou até mesmo a suspensão das atividades do clube, dependendo da gravidade das violações de segurança e licenciamento.

INTERVENÇÃO GOVERNAMENTAL - O governo chinês tem um histórico de resposta rigorosa a acidentes graves relacionados à segurança. Poderia haver uma intervenção direta nas operações do clube e uma revisão das normas de segurança para todas as academias de base do país para evitar recorrências.

DIFICULDADES FINANCEIRAS E EXISTENCIAIS - A combinação de indenizações, multas e a perda de patrocínio poderia levar o clube a enfrentar sérias dificuldades financeiras, possivelmente resultando em insolvência ou venda forçada, especialmente se o clube já tiver problemas financeiros como os mencionados em sua história recente. Em resumo, a omissão e negligência resultariam em um cenário de crise profunda com consequências duradouras para o Dalian Yingbo.

9 de maio de 2024

CUIDADO COM O VENENO DA FLAPRESS

Com o propósito de desqualificar o ‘Consórcio Maracanã Para Todos’, o site globoesporte.com lançou, na tarde desta quinta-feira (9-5), uma fake News. Manchete: Proposta de Vasco e WTorre pela licitação do Maracanã previa até 10 shows por ano e venda de naming right. O antídoto contra o veneno está no oitavo parágrafo: a previsão é de DOIS shows e 75 jogos nos primeiros CINCO anos de contrato, ou seja, até o final de 2029.

EXATAMENTE DOIS SHOWS aconteceram em 2023 na gestão provisória dos coirmãos Fla-Flu, que, assim, puderam encher os seus cofres graças a Paul McCartney e Ivete Sangalo. Os clubes da zona sul defendem, com toda razão, que o excesso de espetáculos musicais pode causar danos no gramado.

O ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ propõe DEZ shows só a partir de 2030 – isso, considerando a redução do número de jogos de 75 para 40 - no caso de Flamengo e Fluminense – por razões, hoje, inexistentes - desistirem de usar o estádio - porque o contrato diz que o futebol é prioritário.

O agente da FlaPress tem o disparate de cravar uma “média” (sic) de oito shows por temporada, entre 2024 e 2044 ao preço de R$ 1 milhão cada um, sem variação alguma em vinte anos. Para contar vantagem em nome dos queridinhos do sistema, ressalta que a previsão do ‘Consórcio Fla-Flu’ é de um único show a cada ano.

A reportagem tentou encontrar na proposta do ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ alguma referência à possível implantação da amaldiçoada grama sintética e nada. O jeito foi o contorcionismo: o gramado, diz o texto, irá receber um “preparo” para encarar os shows... da próxima década.

A comissão de licitação da Casa Civil do Governo do Rio de Janeiro, cujos membros – QUEM SÃO? - foram indicados pelo flamenguista e governador Claudio Castro, rasgou o edital bolado por eles próprios ao vetar Santos e Brusque no consórcio que reúne WTorre e Vasco.

Para a FlaPress, isso é pura bobagem.

Sobre a paridade entre as “propostas financeiras” – a do ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ foi de R$ 20.000.777,28\ano e a do ‘Consórcio Fla-Flu’, de R$ 20.060.874,12\ano -, o globoesporte.com não desconfia de vazamento de informação. Aposta que foi só coincidência. Coisas do destino...



FRAUDE NO MARACANÃ: OS CANALHAS (I)

Ao fazer o cidadão – especialmente os vascaínos – de palhaço – por crer em uma licitação de cartas marcadas – o Governo do Rio de Janeiro anunciou, na última quarta-feira (8\5) a vitória do ‘Consórcio Fla-Flu’, para administrar o Maracanã até 2044. Com tantos indícios de fraude – adiamentos, vazamentos, conchavos, coincidências etc. - o ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ deve ir à Justiça para reverter a decisão em seu favor.

Representantes do Vasco e da empresa WTorre no Palácio Guanabara, em nome do consórcio derrotado (de véspera), não aceitaram o desfecho e fizeram constar o protesto em ata.  

Questionado sobre a disponibilidade do Maracanã para outros clubes, o vice-presidente Jurídico do Flamengo, Rodrigo Dunshee de Abrantes, expressou, com a sua fala, o perfil dos que planejam usurpar o estádio público:

“Deve haver intervalos de ao menos 48 horas e o ideal são 72 horas entre os jogos. Questões que continuarão debatidas, de boa fé (1). Flamengo e Fluminense não vão impedir ninguém de jogar no Maracanã (2), mas tem que ser de forma que preserve o gramado (3), o interesse da população (4) e o do torcedor (5)”.

1. “Boa fé” não há. O Vasco procurou mais de uma vez os rivais em busca de negociações por uma gestão compartilhada e foi repudiado. O propósito é sabotar – isso a partir de 1923 – o clube da zona norte, de perfil mais popular.

2. Desde 2019 os coirmãos administram (provisoriamente) o Maracanã. Neste período, quase todos os jogos do Vasco no estádio só aconteceram porque o clube buscou seus direitos na Justiça.  

3. Flamengo e Fluminense disputam a cada ano 60 jogos e os cartolas desses clubes culpam os cinco ou seis jogos do Vasco por danos no gramado...

4. Ao citar “população”, ele se refere aos adeptos dos clubes que carregam no passado a mancha suja do racismo – Fla e Flu.  

5. Não para o torcedor vascaíno, há anos sendo maltratado em um estádio público. Caso o resultado da licitação seja mesmo confirmado na Justiça, a sina continua.

SOCO NA MESA

Em 2019, o Flamengo gastou mais de R$ 250 milhões no seu futebol – recorde – mas se negou a pagar indenizações justas às famílias dos dez jovens que, vítimas de um incêndio por negligência, morreram na concentração do clube, o Ninho do Urubu. Esta ação de extrema avareza teve um mentor: Dunshee, o vice jurídico.

“O Flamengo não barganha com a vida dos meninos”, bradavam os cartolas nos dias seguintes à tragédia (8\2).

Segundo a defensora pública Cíntia Guedes, o Flamengo pretendia resolver a questão pagando um valor fixo às família. O documento estava pronto, bastavam as assinaturas quando o clube recuou. O presidente Rodolfo Landim coçou a testa: “O que a gente não pode é pagar um valor estratosférico que iria afetar tremendamente”...

Uma nova reunião no Ministério Público-RJ foi marcada para acertar os valores. Para a mãe de Arthur Vinícius, Marilia Barros, tal encontro foi mais triste do que o próprio enterro do filho.

Os parentes esperavam Rodolfo Landim – até imaginaram que lhes pediria desculpas -, mas ele tinha mais o que fazer. Dunshee surgiu repentinamente e sem proposta alguma: “Não fico mais de 15 minutos”.

Foi quando Cristiano Esmério, o pai do falecido Christian, socou a mesa.

Mães passaram a chorar no corredor. Então Dunshee virou as costas e foi embora com a sua turma, enterrando de vez a negociação coletiva. Sobre quem é o responsável pelas mortes: “Eu não me sinto”.  

A maioria das famílias foi vencida pelo sofrimento e pelo cansaço, ao aceitar – meses depois - a barganha que Dunshee tinha largado sobre a mesa.

+ Oito pessoas respondem na Justiça por dez homicídios culposos e três crimes de lesão corporal. Por enquanto, a culpa é do raio.   

8 de maio de 2024



VASCO x FLA-FLU: QUESTÃO DE BERÇO

A origem dos clubes – na virada entre o século XIX e o século XX - que disputam a licitação do Maracanã (até 2044) explica a posição de cada um: a proposta do ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ – do Vasco e da WTorre – é includente, popular; a do ‘Consórcio Fla-Flu’ elitizada, por contemplar os coirmãos da zona sul e só. Os vascaínos, desde 2013 – quando o estádio passou a ser gerido pelos rivais, na época, em parceria com a Odebrecht – são covardemente discriminados.

Querem separar a população em dois grupos.

Um com cidadania plena – os rubro-negros e tricolores - pode frequentar o Maracanã - o palco mais simbólico do futebol. O outro, o da torcida do Vasco – mais popular e muito superior em tamanho à torcida do Fluminense – é condenado a ser visitante em sua própria casa porque os usurpadores não tratam o estádio como bem público.

IDENTIDADES

O Flamengo é fundado a 17 de novembro de 1985. Logo, troca a “fundação oficial” para 15 de novembro, junto ao feriado da Proclamação da República. As cores mudam, em 1896, de azul e ouro – tecidos difíceis de encontrar - para preto e vermelho. O Vasco sempre foi de 21 de agosto de 1898. Na bandeira, o preto representa os mares nunca antes navegados, o fim do mundo e as mortes no caminho. A faixa branca é a rota do navegador, e a cruz a fé do povo português (o Flu imita o Fla: surge, em 1902, cinza e branco, e só depois adota o tricolor).

FUNDAÇÃO

Em 1895 numa reunião de jovens da burguesia – estudavam e se divertiam – no Largo do Machado, nasce o C.R. Flamengo, tendo como garagem um casarão na Praia do Russel, 22 (Praia do Flamengo), área nobre, vizinho ao Palácio do Catete, a residência do presidente da República. Um dos motivos é que, em 1894, o C.R. Botafogo tinha sido fundado e seus remadores cortejavam as moças do bairro Flamengo. Já o Vasco surge em 1898, em um sobrado alugado na Rua da Saúde, 127 (Gamboa), fundado por portugueses e descendentes, alguns donos de pequenos comércios e a grande maioria de assalariados em lojas no Centro, zona norte e subúrbios.

REALIDADES

Remadores do Flamengo viviam da mesada dos pais e, às vezes, usavam o píer da presidência da República para lançar os seus barcos na Baía de Guanabara. Já o primeiro presidente do Vasco renunciou em 1899, levando quase todos os barcos para fundar o C.R. Guanabara, em Botafogo.  

Enquanto nos clubes dos ricos da zona sul não era admissível o convívio com pobres, no Vasco, eles formavam a maioria. A elite também mantinha forte rejeição aos portugueses. Esses clubes faziam questão de se apresentarem como os que “reuniam os filhos das melhores famílias”, e cobravam altas mensalidades. O Vasco, não. Daí os associados terem recusado a transferência da sede para Botafogo, preferindo se reinventar na região portuária. 

VASCO: ORIGEM

Nei Lopes: “O Vasco nasceu no lugar e no momento em que se gestava o melhor da cultura carioca, com sua música, sua dança e sua religiosidade. Morava perto Hilário Jovino, o fundador do rancho carnavalesco, célula-mãe das escolas de samba; os pais de santo João Alabá e Cipriano Abedé, a partir dos quais se estabeleceram no Rio os candomblés da Bahia; Tia Perciliana, mãe de João da Baiana, um dos pais da MPB. (...) a convivência entre europeus e descendentes de africanos naquela região se deu sem maiores conflitos. Vem-nos daí a ideia de que por isso que a Cruz-de-malta pulsou e pulsa no peito de tantos sambistas, e a relação é enorme”.

FLA: ORIGEM

O jornalista João do Rio, em 1916, escreveu a respeito da representatividade social do rival: “Fazer sport há vinte anos ainda era uma extravagância. (...) Rapaz sem um pince-nez, sem discutir literatura dos outros, sem cursar as academias era um estragado. E o Club de Regatas do Flamengo foi o núcleo de onde irradiou a avassaladora paixão pelos sports”.

FLU: ORIGEM

O Fluminense inaugura o foot-ball no Rio de Janeiro em 1902, dando ao esporte um perfil elitizado. O fundador e primeiro presidente foi Oscar Cox, filho de diplomata inglês, mas quem forjou a identidade tricolor foi o milionário Arnaldo Guinle, o presidente de 1916 a 1931 e de 1941 a 1943. Também presidiu a CBD de 1916 a 1920 e a AMEA em toda sua existência, entre 1924 e 1933. A Família Guinle lucrava com o Porto de Santos - era a dona do terreno do clube, do vizinho Palácio Guanabara e muito mais.

PIONEIRISMO

A partir dos clubes de remo nascem todos os outros. O pioneiro é o Grupo dos Mareantes, de 1851. A prefeitura do Distrito Federal, em 1905, inaugurou um pavilhão de ferro na Enseada de Botafogo, na recém-construída Avenida Beira-Mar. Apogeu: inglês como o foot-ball e acessível ao povo e à elite.

BOTA-ABAIXO

A multimilionária Família Guinle se beneficiou da Reforma Passos adquirindo terrenos antes ocupados por cortiços e casebres no Centro da cidade, conta Darcy Ribeiro. Revolta popular. Um projeto de cidade perverso era gestado. A nova zona sul recebe as melhorias que beneficiarão moradores dos palacetes de Laranjeiras, Flamengo e Botafogo. À população pobre, restaram os bairros da zona norte e subúrbios. Os clubes náuticos, como o Vasco, são despejados, e suas praias desaparecem aterradas: do Russel, da Ajuda, de Santa Luzia, de Dom Manuel, do Peixe, da Prainha, da Gamboa etc.

CARTOLA

O Vasco é o único dos “grandes” do Rio de Janeiro que já teve um presidente preto: Cândido José de Araújo, o Candinho, em 1904, antes da implantação do futebol, e 16 anos após a Abolição da Escravatura. O Fluminense – e o coirmão, o Flamengo – jamais tiveram. 

UNIDOS PARA SEMPRE

Por não praticarem os mesmos esportes, até 1911 havia sócios de ambos os clubes (Fla-Flu). Em 1902, flamenguistas - inclusive o seu presidente - assinaram a ata de fundação do Fluminense, na Rua Marquês de Abrantes, bairro Flamengo. De 1905 a 1906, tiveram o mesmo presidente: o inglês Francis Henry Walter. O Flu repassou ao Fla o terreno do Morro da Viúva, em 1935. O futebol rubro-negro nasceu na Rua Paysandu, terreno da família Guinle, tricolor. Ou seja, flamenguistas ajudaram a fundar o rival e tricolores criaram o futebol do Flamengo, capitaneados pelo traidor Alberto Borgerth, remador do Fla e player do Flu.

DEMOLIÇÕES

O Flamengo tinha sede e garagem num casarão em área nobre (hoje, Praia do Flamengo, 66) e sempre obteve favores públicos. O Vasco passou sufoco até a inauguração de São Januário, em 1927. A sede pioneira era um barracão na Ilha das Moças, na Gamboa. As primeiras sumiram: Ilha das Moças, aterrada; as do Largo da Imperatriz e Travessa Maia, demolidas na construção do Palácio Monroe. Por fim – com o estádio já de pé - a da Rua Santa Luzia caiu em 1942.

BACANAS

Sobre as condições de mobilidade urbana em 1917, João do Rio explicou: “A gente de Botafogo tem só de se dar com a gente de Botafogo [Laranjeiras\Flamengo] e a gente do subúrbio com a gente do subúrbio. As estações de trem da Central do Brasil têm contexto amplo, constatou Olavo Bilac, em A Notícia: “Cada uma tem o seu teatro, o seu parque, o seu cinematógrafo e o seu club”.

TORCIDA RIVAL: TEORIAS FAKE

A torcida do Flamengo cresceu com a FlaPress, com o profissionalismo em meados da década de 1930, pela visão de marketing do seu presidente Bastos Padilha. Antes, não. Há teorias sobre a origem da popularidade que camuflam o DNA elitizado. Ruy Castro: o rival já nasceu popular e a rivalidade com o Vasco – “time dos portugueses” – no remo a alavancou. Ocorre que o rubro-negro não tinha apelo popular e nem tampouco rivalidade com o Vasco no remo, dada a imensa superioridade dos vascaínos. Outra teoria delirante é da FlaPress, baseada em Mario Filho: os treinos na Rua Paysandu – área nobre - eram franqueados e os players corriam nas ruas... Ora, a torcida era a fina flor da sociedade, segundo A Gazeta de Notícias etc.

RACISMO INTIMIDA

Caso emblemático é o de Carlos Alberto, que em 1914 trocou o América pelo Fluminense (as maiores torcidas): num jogo em Campos Sales, ele passou tanto pó de arroz que ficou quase cinza. Da geral, os rubros o acusaram de fazê-lo para embranquecer a pele. Zombavam: “Pó de arroz! Pó de arroz!”. A acusação alastrou-se como insulto até virar, muito depois, motivo de orgulho dos tricolores, que reagiam chamando os americanos de “pó de mico” e os vascaínos na década seguinte de “pó da pérsia” (vermífugo). Carlos Alberto logo foi mandado embora: justa causa. Mario Filho: “O Fluminense (...) queria ser mais do que os outros, mais chique, mais elegante, mais aristocrático. O pó-de-arroz pegou feito visgo”.

TIME DOS MÉDICOS

Dos onze titulares do Flamengo em 1914, nove estudavam Medicina, um Direito e outro não estudava nada, mas era rico, do contrário não teria sido aceito no Fluminense e nem estaria em meio aos atletas rubro-negros. O futebol refletia a ordem social. Daí ser inconcebível a um pobre, semianalfabeto, competir esportivamente – ou mesmo conviver - com um futuro doutor.

ESPÍRITO DO TEMPO

Em 1916, um artigo na revista Sport retrata o sentimento dos rivais do Vasco, nas primeiras décadas do século XX: “(...) Frequentamos uma academia, temos uma posição na sociedade, fazemos a barba no Salão Naval, jantamos no Rotisserie, visitamos as conferências literárias, vamos ao Five O’clock; mas quando nós resolvemos a praticar esporte às vezes somos obrigados a jogar com um operário, limador, mecânico, chofer e profissões que absolutamente não estão em relação ao meio onde vivemos. Nesse caso a prática torna-se um suplício, um sacrifício, mas nunca uma diversão”.

LEI HOUR CONCOURS

Até meados da década de 1910, o futebol era aos sábados para não competir com as regatas. Na era dourada, de 1989 a 1914, dos 17 campeonatos os clubes do Centro levaram vantagem, com cinco títulos do Vasco (1905/06/12/13/14), quatro do Natação e Regatas (1902/07/10/11), dois do Boqueirão (1901/03) e um do Internacional (1909). O Gragoatá, de Niterói, ganhou quatro (1898/00/04/08) e o Botafogo, da zona sul, um, em 1899.

Na impossibilidade de serem campeões de remo, em 1915 Flamengo, Botafogo e Guanabara aprovam, na FBSR, uma das leis mais antiesportivas do mundo, a “Lei Hour Concours”, segundo a qual são excluídos da prova que decide o campeonato (yole-8) quaisquer remadores com dois ou mais títulos. Só afetou os vitoriosos, particularmente o Vasco, tricampeão.

GENTE FINA

No futebol, o Vasco estreou na terceira divisão da LMSA (futura LMDT, LCF e, atualmente, é a FERJ) e só chegou à primeira divisão em 1923. Diferente do Flamengo, que estreou no futebol - quatro anos antes, em 1912 - na mesma LMSA, diretamente na primeira divisão - graças à intervenção do poderoso (na época) coirmão Fluminense.


IMAGEM - berço do Fluminense

7 de maio de 2024


MARACANÃ: UMA TRAPAÇA ANUNCIADA 

Passado para trás pelo governador e flamenguista Claudio Castro e seus comparsas, o Vasco – em nome do ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ – ingressou no Tribunal de Justiça-RJ, nesta terça-feira (7\5) à noite, com um mandado de segurança pela impugnação da licitação, cujo fim estaria previsto para quarta-feira (8\5), HOJE, em uma cerimônia no Palácio Guanabara: a encenação do repasse da gestão – e dos lucros – por vinte anos a Flamengo e Fluminense, os amiguinhos da zona sul.

Como parte do golpe, a comissão de licitação da Casa Civil – indicada por Claudio Castro – até acatou uma parte das solicitações contidas no pedido de impugnação que o ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ fizera em abril, aumentando em quatro pontos a sua nota – de 81 para 85 - na “proposta técnica”, o que, de forma alguma, mudaria o resultado, pois o ‘Consórcio Fla-Flu’ obteve inalcançáveis 116 pontos neste quesito.

O ‘Consórcio RNGD’ – encabeçado pela Arena 360, gestora do Estádio Mané Garrincha, em Brasília – e a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) também pediram a impugnação, sendo ignorados pelos comissários.

O advogado Rodolpho Heck Ramazzini, da ABCF, explicou:

“O processo está 100% viciado e direcionado de maneira muito clara a um dos concorrentes, o ‘Consórcio Fla-Flu’, em detrimento da isonomia de tratamento e da lisura (...). Se tais vícios não forem sanados, iremos às últimas instâncias, seja na Justiça Comum, ou em tribunais superiores para que o interesse público seja atendido e a moralidade esteja presente na concessão desse patrimônio do futebol mundial”.  

LAMBUJA

Os quatro pontos que aumentaram a nota para 85 - como se houvesse boa vontade dos indicados por Claudio Castro - não se relacionam a Santos e Brusque, cujas presenças na proposta do ‘Consórcio Maracanã para Todos’ esses mesmos comissários rejeitaram.

Caso a participação de Santos e Brusque seja acolhida – como prega a lei - a proposta do ‘Consórcio Maracanã Para Todos’ terá a sua nota acrescida de trinta pontos – de 85 para 115. Neste caso, considerando a diferença de um ponto apenas (116 x 115) na "proposta técnica" (60%), ganharia a concorrência porque a “proposta financeira” (40%) é muito superior à do ‘Consórcio Fla-Flu’.

O edital é burlado quando há uma única proposta viável – a dos favorecidos de sempre.

CONDIÇÕES DE PARTICIPAÇÃO NO CERTAME – 8.1 - Poderão participar da licitação pessoas jurídicas nacionais ou estrangeiras, isoladamente ou reunidas em consócio, cuja natureza e objeto sejam compatíveis com sua participação na licitação.

Era impossível incluir jogos de Flamengo e Fluminense - o que seria natural, afinal a proposta do ‘Consórcio Maracanã para Todos’ é o estádio aberto a qualquer um, com isonomia, sem discriminação (ao Vasco) e sem os privilégios que, desde 2013 – fortalecidos em 2019 - favorecem os gestores provisórios (Fla-Flu).