VASCO ESTRAGOU A FESTA DA FLAPRESS
O Vasco tropeçou no Flamengo e os dois ficaram no 2x2, no Clássico dos Milhões de
domingo passado (3\5). Para a TV Globo,
que transmitiu ao vivo, parece ter sido um desgosto profundo, especialmente
para o narrador Everaldo Marques e os cinegrafistas (ou editores de imagem) da empresa.
A TV Globo ignorou o Vasco na cerimônia do
hino nacional. Se não foi algo inédito, é no mínimo raro. Na certa, desrespeito aos vascaínos, patriotas ou não.
Com os times e o
trio de arbitragem perfilados, nos primeiros acordes do hino a imagem na tela passou a
ser a torcida do Flamengo e, em seguida, seus jogadores, um a um. Subitamente
veio a censura. O corte: o trio de arbitragem e os jogadores vascaínos sumiram de
vista, com a emissora da FlaPress focando de novo a torcida do Clube da Mutreta.
Tal prática é uma
imitação fajuta da explorada por Mario Filho com o seu Jornal dos Sports nos distantes anos 30, quando o renomado diário esportivo
tentava ligar a imagem do Flamengo – então elitizado, de viés racista – com a do
povo brasileiro, numa campanha de popularização.
Além de Everaldo
Marques, o time da TV Globo tinha os
comentaristas Júnior, ex-craque do Fla e Roger Flores, ex-Fla-Flu e dois
repórteres.
Com a bola
rolando, o Vasco estava bem quando Pedro ganhou de Cuesta e Robert Renan:
Flamengo 1x0. Everaldo Marques gritou “gol!!!”. E o seu jargão “VAMOS Flamengo!!!”.
No 2x0, de Jorginho cobrando um pênalti maroto, o mesmo “VAMOS Flamengo!!!” cheio de empolgação. Mas,
quando o Vasco diminuiu para 2x1, flexionou o jargão para... “VAI, Vasco!!!”.
Como ele próprio seria capaz de dizer: "Ridículo!".
Pênalti maroto
porque o atacante Pedro já tinha perdido a jogada, atrasou a passada e teve seu pé pisado por Paulo Henrique. Assim sentenciou o VAR. “Não foi intencional,
mas, mesmo assim, pisão no pé de vez em quando é pênalti”, constatou Roger.
O apoio ao
Flamengo era claro. Everaldo Marques cismou de chamar o rival de
“Mengão”. Entre uma jogada e outra, anunciou o lançamento de um filme sobre
Zico, em cartaz nos cinemas e produzido pela Globoplay com apoio do SporTV.
Era “Mengão” para
lá e “Vasco” para cá. Até que aos 37 minutos do segundo tempo algum chefe deve ter notado
o disparate e reclamado pelo ponto eletrônico, na orelha, porque o narrador deixou
de rasgar seda... “Flamengo”, dizia, quase tristonho, enquanto o Vasco passou a
ser, por alguns minutos de compensação, o “Gigante da Colina”.
Quando o Vasco fez
o primeiro gol, no final do segundo tempo, a vinheta na tela da TV Globo simplesmente errou o placar: “Flamengo 3x0”.
Depois, corrigida para 2x1.
No gol de empate, Hugo Moura nos acréscimos, o narrador fez um breve hiato antes da explosão
vocal do “Gol!!!”. Já não havia bambu para confeccionar flechas nem tempo para o “VAI, Vasco” porque o juiz Wilton Pereira
Sampaio apitou o fim.
Então o cinegrafista
mirou a torcida do Vasco. Roger: “Isso é o Vasco da Gama, que não desiste,
que luta, encontra soluções (...)”. Pedro viu do banco seu time entregar o ouro
e foi legal: “Em se tratando de clássico não pode ter cochilo”... Hugo Moura
– o “Craque Betano (patrocinador do Flamengo e do Brasileirão-26)” – botou na
conta de Deus.

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