CONTRA O VASCO, GATO-DO-MATO VIRA UM LEÃO
Com o Vasco, os agentes do Ministério Público-RJ são leões — sempre atacando com suas punições —, mas com os coirmãos Fla-Flu eles viram gatos-do-mato assustados. Por isso e do jeito covarde (sem razão nem direito à defesa) o órgão — com uma solicitação à polícia (BEPE) — suspendeu a Força Jovem por dez jogos neste sábado (23\5) pelos tumultos no Flamengo 2x2 Vasco pelo Brasileirão-26, quando um vascaíno morreu e outro ficou cego.
Se, por descuido, num Vasco x Flamengo em São Januário, um flamenguista morresse linchado na porta e outro ficasse cego de um olho, as punições ao clube seriam na certa rigorosas. Da justiça, do BEPE... O estádio, talvez, fechado para sempre. Isto acabou de acontecer ao contrário e tudo continua igual.
A Força Jovem viveu a suspensão mais longa da história, a partir de 2013: 12 anos fora dos estádios. Voltou em 2026 sob a presidência de Fabinho e desde então tenta seguir à risca o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) — acordo homologado na Justiça com os compromissos exigidos pelo BEPE e pelo MP-RJ.
Assim foi no Clássico dos Milhões, quando a diretoria, as lideranças e a grande maioria dos seus componentes estavam longe quando os conflitos explodiram. A torcida organizada cumpria o último dos dois jogos de suspensão que recebera por usar sinalizadores para incrementar a festa da arquibancada contra o Botafogo (4\4), em São Januário.
IMPUNIDADE
A Polícia Militar ainda não prendeu os assassinos do torcedor Fabiano Moreira Lopes, de 42 anos, morto em uma emboscada em Vila Isabel, nem apresentou o soldado-bandido que cegou de um olho por tiro com bala de borracha Arthur Cortines Laxe da Conceição, de 18 anos, estudante de Nutrição da UERJ. Ele não é de organizada, nem de briga, só tentava ir para casa quando foi atingido.
Neste caso, o de sempre: policiais do Batalhão Especial de Policiamento em Estádios (BEPE) despreparados que agridem os vascaínos por atacado.
BANDIDOS
Quando Lucas Paquetá volta ao Brasil e canta uma música ofendendo a Força Jovem, o imbecil não sabe que incita a violência. Em nome dela três vascaínos foram assassinados por membros da Torcida Jovem do Flamengo — facção repleta de vagabundos e criminosos — nos últimos nove meses: um fuzilado em um churrasco em Osvaldo Cruz antes de Botafogo x Vasco, um esfaqueado no ônibus em Brasília e, por último, um linchado.
A “Jovem Fla” foi suspensa dois anos graças à decisão da juíza Renata Guarino, do Juizado Especial do Torcedor e dos Grandes Eventos em 16\9\2025, pelo assassinato a tiro do vascaíno Rodrigo José Santana, de 36 anos (outro foi baleado na perna) e outros motivos. Tinha voltado havia apenas algumas semanas, após três anos impedida devido a crimes cometidos em 2015 contra vascaínos.
ELA TEM SANGUE NAS MÃOS
Na última quinta-feira (21\5), a desembargadora Cintia Santarém Cardinali (FOTO), da 5ª Câmara do Direito Privado do Tribunal de Justiça\RJ, acolheu o recurso da Jovem Fla e liberou sua volta aos estádios. A justificativa é absurda: já ter cumprido a decisão do Juizado Especial Criminal transitada e julgada em 2022 de três anos de suspensão, como se o homicídio de 2025 cometido em Oswaldo Cruz, com um novo julgamento e punição, dessa vez de dois anos, não tivesse existido.
A sentença não é definitiva, mas uma alteração depende do BEPE ou dos agentes-gato-do-mato do Ministério Público-RJ.
Um dos advogados da facção é o ex-desembargador Siro Darlan. Boa pessoa: acusado de receber propinas em troca de habeas corpus, inclusive para milicianos, ele chegou a ser afastado pelo STJ até ser, enfim, aposentado à força em 2023 pelo Conselho Nacional de Justiça.

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