15 de maio de 2026


"BAP" E VOLANTE ANDRÉ TÊM A SOBERBA EM COMUM

Um é Fla (presidente) outro é Flu (ex-jogador), os clubes que usurpam a Arena Maracanã desde a licitação com cheiro de fraude em 2025. Também não faz muito tempo, Luiz Eduardo Batista, o “BAP” e André se acharam no direito de ofender o Vasco, o zagueiro ofuscado com o brilho de Rayan e o cartola nervoso ao ver o único rival carioca de verdade – expulso do Maracanã – ter a SAF prestes a ser comprada por um multimilionário.

Essa história começa no Vasco 2x0 Fluminense de agosto de 2024: Rayan, aos 17 anos, fazia um dos seus primeiros jogos no time principal quando André – então na Seleção Brasileira, ídolo – tentou humilhá-lo. Era Dia dos Pais e por homenagem todos os jogadores vascaínos atuaram com o nome dos seus pais estampados na parte de trás das camisas. Num lance de bola parada, o agressor se aproximou dele e bradou em tom de deboche: “Ô... Valkimar!?”.

Rayan é um jogador de cor preta, humilde, o oposto do agressor. Sentiu a maldade, preferiu não responder, mas quando o jogo foi interrompido outra vez acertou uma bolada no canalha bem na frente do juiz, Anderson Daronco (RS) e este, ciente do que acontecera pouco antes, resolveu não puni-lo com o cartão amarelo. Vitória de 2x0 no bolso, Rayan fez com uma das mãos a letra “C” para a minúscula torcida do adversário no Engenhão, em alusão à 3ª divisão (1999) e isso aborreceu o time derrotado...

A soberba de André reflete o estado natural do Fluminense. Também existe mágoa por lá, esta foi crescendo até que um ano depois, no 2x1 sobre o Vasco pelo Brasileirão-2025, explodiu. Isso explica por que o clube – e não a torcida (aceitável) – postou um vídeo em suas redes sociais com a ação contra Rayan em 2024. Acima dela, uma frase: “Famoso quem?????”, com cinco pontos de interrogação.

O clube que tem na história a mancha do racismo resolveu humilhar um atleta negro em ascensão nas redes sociais. Replica uma ação canalha que já tinha ficado para trás. O Vasco de Rayan (ou sem o craque) foi à forra eliminando-o da Copa do Brasil de 2025. O último sapeca foi no atual Brasileirão: virada de 0x2 para 3x2.


RAYAN

Valkimar foi beque do Vasco na segunda parte da década de 1990 até o início dos 2000. Bom reserva. Sem dúvida a melhor jogada dele foi se apaixonar por Vanessa, que trabalhava na piscina de São Januário e morava na Barreira do Vasco. Casaram-se, e deste romance 100% vascaíno nasceram Rayana e Rayan, o craque da Seleção Brasileira.

Rayan chegou ao Vasco com seis anos para jogar futsal. Depois, passou por todas as categorias de base antes de ir para o time principal. Sempre como destaque, artilheiro e campeão: aos 11, já havia acumulado 280 gols nos campos e quadras. Tudo na maior humildade – uma característica marcante do tímido Rayan.

Cansou de fazer gols no Fluminense como fraldinha, dente-de-leite, mirim (sub-13), infantil (sub-15), juvenil (sub-17), juniores (sub-20) e profissional. Entre um e outro, se divertia mergulhando na piscina de São Januário ou em peladas na quadra da Barreira.


ESPELHO

Recentemente, o Vasco pegou um empréstimo com a Crefisa, cuja dona é a presidenta do Palmeiras, Leila Pereira, e na mesma semana foi goleado pelo time paulista por 3x0, no Allianz Park. Por causa disso Luiz “BAP”, o presidente do Clube da Mutreta (Flamengo) - sempre o mais favorecido em qualquer situação - atacou a honestidade do presidente Pedrinho e dos jogadores vascaínos insinuando que teriam entregado o jogo em troca de vantagem financeira para o clube.

“É muita coincidência”, disse o canalha.

“Quem é o presidente do Flamengo para saber com quem eu pego empréstimo? Quando o Vasco se reestrutura as pessoas querem saber?”, questionou Pedrinho.

Semana passada o Clube da Mutreta deu o golpe na Libra (liga de futebol): exigia receber mais R$ 150 milhões que os demais filiados até 2029 pelo contrato com a TV Globo, o Palmeiras não aceitou e foi embora por ter sido voto vencido. Descobriu-se que Grêmio apoiou a iniciativa flamenguista em troca de uma bolada de R$ 24 milhões em quatro anos.

Às vésperas desse acordo moralmente questionável, o Flamengo derrotou o Grêmio por 1x0, em Porto Alegre. Coincidência? Cartas marcadas? Luiz “BAP” ou algum dos seus asseclas subornou os gaúchos?

Impossível.

Só alguém tremendamente mau caráter pensaria que atletas de um grande clube – como Vasco ou Grêmio – pudessem entrar em campo dispostos a perder um jogo de propósito a mando de seus dirigentes.

Luiz “BAP” não deveria medir os outros com sua regra moral.


PREMIER LIGUE

Vendido em agosto de 2024 ao Wolverhampton, da Inglaterra, André, o Soberbo, acaba de ser rebaixado para a Série B, com 24 derrotas em 36 jogos. Pela segunda temporada não jogou nada e por isso está fora da lista dos pré-convocados da Seleção Brasileira para a Copa do Mundo. O lugar dele vai ser ocupado pelos vascaínos Andrey Santos (ex-jogador), do Chelsea e\ou Bruno Guimarães (torcedor), do Newcastle.

“Rayan quem?” Agora o clube com DNA racista de Laranjeiras que tentou humilhá-lo sabe das coisas. Em meses ele fez o que André nunca irá conseguir: ser destaque na Premier Ligue. O craque humilde está invicto desde quando chegou. O Bournemouth, agora, é o Bournemouth do Rayan – na lista da Seleção Brasileira.

Sobre um jogador de nome André, a pergunta que não se Cala:

Quem?


Foto - Rayan e Valkimar

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