MARCIO BRAGA, EXEMPLO DE FANFARRÃO PARA "BAP"
Luiz “BAP” tem um ótimo exemplo a seguir quando o assunto é ser soberbo e fanfarrão: Marcio Braga. Presidente do Flamengo por 14 anos e anti Vasco até a medula, Braga, de 89 anos, quando jovem na zona sul carioca era amigão de Francisco Horta, ex-presidente do Fluminense, e assistia a jogos do Botafogo na companhia do seu padastro. Se ele tinha ranço contra o time da zona norte, passou a odiá-lo quando tentou repatriar o ídolo Roberto Dinamite do Barcelona, em 1980, e levou uma rasteira de Eurico Miranda.
Na volta, Dinamite marcou cinco gols no Vasco 5x2 Corinthians. Por puro despeito, Marcio Braga inventou a “Fla-Fiel” com apoio da TV Globo: os flamenguistas, que assistiram a preliminar (Fla x Bangu), ficaram no Maracanã para apoiar o time corintiano.
Assim o cartola flamenguista e a “isenta” TV Globo estimularam a criação das aliança entre torcidas – vascaínos e palmeirenses, no começo – para se defenderem das agressões da ‘Fla-Fiel’ – potencializando a violência nos anos que seguiram.
Na eleição de 1986 à presidência da CBF, os cariocas apoiavam o grande benemérito do Vasco, Medrado Dias, menos Flamengo e Bangu, pró-Nabi Abi Chedid, deputado federal e ex-presidente da Federação Paulista de Futebol. Marcio Braga, também deputado, colaborou na campanha de Nabi, na qual houve acusações de tentativa de suborno dos presidentes das federações da Bahia, Antônio Pihon, e do Acre, Antônio Aquino.
Virou pizza, como se dizia na época.
O distinto Medrado Dias, mesmo apoiado pelo presidente da CBF, o torcedor do América (RJ) Giulite Coutinho, perdeu por 13 votos a 12. Sobre Nabi, quando já estava falecido, Marcio Braga, bem ao seu estilo, atacou o caráter dele numa entrevista para a FlaPress.
Em 1987, com a CBF enfraquecida, é fundado o Clube dos Treze com a missão primordial de organizar o Campeonato Brasileiro – batizado de Copa União (o Brasileirão-86 tinha 36 clubes). Dois grupos com 16 times: o Módulo Verde (contendo os times do Clube dos Treze) e o Módulo Amarelo. Os dois primeiros de cada um disputariam um quadrangular pelo título – todos assinaram o regulamento.
Eis que o Flamengo – Clube da Mutreta? – rasga o regulamento inventando uma decisão fajuta contra o Internacional – os dois primeiros do Módulo Verde, ganha e se autoproclama o campeão, com apoio da FlaPress, mesmo tendo perdido por W.O. para o Guarani e para o Sport, o legítimo campeão, segundo a CBF.
Na véspera dessa virada de mesa, Márcio Braga foi à CBF, onde anunciou que o Brasileirão-87... Iria terminar! Surgiu o presidente da Federação Gaúcha, Rubens Hoffmeister, a quem ele tinha chamado de “bichona” em uma mesa-redonda na TV. “Você confirma o que disse?!”... Soco na cara. Braga: olho roxo por 15 dias. Hoffmeister: “Ainda vou encontrá-lo e vai apanhar outra vez”. Não houve reação física ou jurídica.
O Maracanã chegou ao fundo do poço na gestão de Marcio Braga na SUDERJ, quando Flamengo e Botafogo decidiram o título do Brasileirão-92. A grade da arquibancada cedeu, dezenas de torcedores ficaram pendurados, vários caíram nas cadeiras e três morreram. Tragédia por ausência de manutenção: as grades de alumínio tinham seus parafusos corroídos pela oxidação e faltavam porcas.
Marcio Braga apareceu em 2008 numa mesa redonda de TV para ofender o Vasco. Eurico Miranda foi à Justiça: “Antigamente, daria a resposta que ele merece. Hoje, prefiro chamá-lo para sentar a bundinha e se explicar”.
Deu nos jornais: “Eu, Marcio Baroukel de Souza Braga (...) reconheço no Club de Regatas Vasco da Gama uma instituição conhecida no mundo todo, aplaudo a sua atuação ao ensinar, praticar e desenvolver com competência o esporte (...)”.
Neste mesmo ano, para ficar na Série A era fundamental ao Vasco ganhar do Vitória e torcer por outros resultados. No Atlético-PR 5x3 Flamengo, o triunfo do rival podia ajudar, mas foi presa fácil – talvez, devido à pressão da torcida que, na véspera, havia pichado os muros da Gávea (“Se ganhar morre”). Por via das dúvidas, os paranaenses abriram o placar com um gol contra de Toró, que no primeiro pau cabeceou com estilo para trás. O goleiro Bruno Matador, no lance, nem viu a bola.
Braga gostou da licitação do Maracanã de 2025 com rabo, cheiro e fuço de pilantragem, que deu ao Clube da Mutreta e seu coirmão Fluminense, o Fidalgo, o direito de mamar nas tetas do Estado gerindo a arena, que deveria ser pública e não é, graças aos governadores flamenguistas Wilson Witzel e Claudio Castro.

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