STF DECRETA: PÓ DE ARROZ É COISA DE RACISTA
Para a Justiça da República Federativa do Brasil, PÓ-DE-ARROZ é coisa de racista. Tudo começou em 2023, quando o empresário Rony Meisler, dono da grife Reserva, criticou o Fluminense por impedir o Vasco de jogar no Maracanã: “Um clube popular impedido por outro de PASSADO RACISTA”. Os cartolas do clube fidalgo entraram com uma ação judicial por danos morais e ganharam em primeira instância, mas foram derrotados na segunda e no Superior Tribunal Federal, em Brasília, em março de 2026.
O que deixou amuado o presidente do Fluminense, Mario Bittencourt, foi essa declaração de Meisler: “No sábado, o Fluminense colocou 38 mil torcedores no Maracanã. No domingo, dia seguinte, o Vasco colocou 60 mil. Evidência clara de que o Vasco precisa do Maracanã e o Fluminense poderia jogar em seu estádio nas Laranjeiras, onde há menos de um século eles mandavam pessoas pretas passarem pó de arroz no rosto para jogar futebol”.
Disse mais: “Não tenho nada contra o Fluminense. Minha mãe é Fluminense, minha esposa e filha também. Portanto, esse desabafo é contra o seu presidente (...). Trata o bem público (Maracanã) como seu e desrespeita o Vasco da Gama”.
O que motivou as críticas do empresário vascaíno foi uma entrevista de Bittencourt ao canal SporTV, da sinistra FlaPress, na qual ele covardemente atacou o Vasco.
Meisler foi defendido pelo vice-presidente Jurídico do Vasco, Felipe Carregal. A sentença foi reformada como “improcedente” pelos desembargadores em segunda instância e o mesmo no STF, em ambas por unanimidade.
PÓ DE ARROZ
Só os brancos jogavam no time de Laranjeiras, e daí o caso do mestiço Carlos Alberto, que trocou o América pelo Fluminense: em 1914. No estádio de Campos Sales, ele passou tanto pó de arroz que os torcedores rubros o acusaram de fazê-lo para embranquecer a cor da pele.
Zombavam: “Pó de arroz! Pó de arroz!”...
O deboche alastrou-se como insulto, até virar, muito tempo depois, orgulho para os tricolores, que chamavam os americanos de “pó de mico”, os vascaínos — a partir da década seguinte — de “pó da pérsia” (popular vermífugo) e os flamenguistas, nos anos 40, de “pó de carvão”.
No século XX apareceu uma “nova” versão, do clube, na qual o pó de arroz servia para substituir a loção pós-barba.
Não para o STF.

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